A economia não é assim tão simples, não basta trocar uma moeda FIAT por outra. A moeda FIAT é uma fonte de financiamento do estado, em alguns países é a principal fonte de financiamento.
Ao perder a moeda, os governos serão obrigado a aumentar os impostos para compensar a perda gerada pelo fim da moeda. Não podemos ser ingénuos, os estados não vão reduzir as despesas, vão preferir aumentar os impostos.
Se houvesse a troca para o dólar, o povo teria que pagar a inflação do dólar e ainda teria de pagar impostos mais altos para financiar o seu governo.
Em suma, perde a moeda e começa a financiar 2 governos em vez de 1.
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Mas veja: se o estado usa a própria moeda para não diminuir gastos, a população está pagando ou na forma de inflação ou passando esse custo para gerações futuras, que é mesma coisa que aumentar impostos. Aumentar impostos tem limite, e uma população não aceitaria aumento de impostos muito grandes. O governo iria ser forçado sim a cortar despesas ou iria acabar sendo uma ditadura comunista autoritária.
A troca para o dólar é um passo para bitcoinizar. Se a população sentir no bolso que está pagando a inflação do dólar, ela naturalmente iria migrar para o Bitcoin.
Sim, a inflação é considerado o imposto oculto. É claro que o mais correcto, economicamente, seria um corte da despesa. Mas os incentivos são oposto, é mais fácil aumentar os impostos.
Um bom exemplo é o Brasil, está a beira de uma crise, aumenta imposto em vez de corte de despesa.
Sim, o aumento de impostos tem limite, mas esse limite é extremamente elevado, é quando toda a economia já colapsou.
Se os brasileiros tivessem que escolher, entre aumenta 20% os impostos ou cortar 50% no bolsa família?
Quem venceria?
A resposta é fácil, os incentivos estão desalinhados.