Cinco anos atrás, a Strategy deu início a era das Bitcoin Treasury Companies (BTCos) e reinou sozinha por quase quatro anos. Mas a partir de 2024 outras empresas passaram a incluir Bitcoin como parte de suas tesourarias. Apesar do pouco histórico, 2025 foi o ano das BTCos em termos de acumulação. No início do ano, as empresas começaram com aproximadamente 750 mil BTC em tesouraria. Hoje (30/12), esse número já é de quase 1,1 milhão de BTC — uma adição líquida de mais de 300.000 moedas. Isso representa o maior acúmulo corporativo em um único ano na história do Bitcoin. Entre as BTCos, a Strategy segue como a líder tanto na acumulação anual quanto em números absolutos. A empresa iniciou janeiro de 2025 detendo aproximadamente 440.000 BTC e encerra dezembro com 672.497 BTC — adicionando 232.497 BTC, o equivalente a cerca de US$ 21 bilhões a preços médios de aquisição em 2025. De todas as compras feitas por empresas de capital aberto este ano, a empresa de Michael Saylor possui 77% do total, ou mais que todas as demais BTCos que estão no Top 10 (dados do site bitcointreasuries.net). Mas com a queda do Bitcoin a partir da segunda metade de outubro, o mNAV da empresa caiu de mais de 2 para cerca de 0,86. Na bolsa, os papéis da Strategy (MSTR) atingiram o pico de US$ 543 por ação em novembro de 2024, e em janeiro de 2025 chegaram na faixa de US$ 300-400 com prêmios de mNAV (Valor Ativo Líquido de mercado) acima de 2,0x. Agora, a empresa termina o ano com os preços das ações em torno de US$ 160 e o mNAV comprimido para 0,86x — um desconto de 14%, apesar de deter mais Bitcoin do que nunca. Isso significa que o preço das ações da empresa está descontado perante o enorme caixa de Bitcoin que ela possui. Ter seu mNAV comprimido de 2,5x para 0,86x — enquanto as ações também despencaram mais de 50% apenas nos últimos seis meses — representa um declínio de 63% no prêmio que os investidores estão atribuindo ao modelo da empresa, o que, em última análise, sugere que os mercados continuam a reavaliar se o acúmulo alavancado justifica múltiplos de avaliação tão altos quanto os que ela demonstrou nos últimos anos. Das 10 maiores BTCos do mercado, quatro delas estão com seu mNAV abaixo de 1. Por fim, o destaque negativo entre as BTCos ficou com a Nakamoto Holdings (sem relação com Satoshi), cujo preço das ações desabou 99% no último trimestre de 2025. A empresa captou US$ 763 milhões, incluindo US$ 563 milhões por meio de financiamento PIPE e acumulou 5.398 BTC, mas sua estrutura envolveu a venda de ações com preços altamente descontados (podendo chegar a 40%) e períodos de lock-up. Uma vez que o lock-up acabou, os investidores realizaram vendas em massa dos papéis, fato que esmagou os acionistas minoritários e contribuiu para o fracasso da estratégia da empresa. image
Tive a oportunidade de conhecer tanto o Válber quanto o Edilson Osorio Junior, que foram pioneiros em suas áreas. O projeto deles era sensacional. Infelizmente, ambos mexeram no calo de um dos pés mais fortes do país: o monopólio dos cartórios — talvez o maior símbolo de atraso que temos no Ocidente. O resultado é que ambos tiveram perdas relevantes: Edilson teve que sair do país e o Válber perdeu a titularidade do seu cartório, que existe desde a época do Império. Felizmente, monopólios não são capazes de conter o avanço da tecnologia em 100%. Hoje é possível assinar e validar documentos usando o Gov.br e reduzir um enorme tempo e custo com autenticações, e o uso de blockchain para validação jurídica também já possui precedentes. Se você é de João Pessoa, especialmente, precisa conhecer essa história.
Chegamos na última DZCM de 2025. E nesta edição vamos te mostrar como usar uma passphrase para garantir a proteção da sua carteira. Mas, principalmente, como evitar que essa proteção se torne um risco de ruína. image
A Nakamoto (cód. NASDAQ: NAKA) recebeu, no dia 12 de dezembro, uma notificação de deslistagem da Nasdaq, maior bolsa de tecnologia dos EUA. Uma das várias Bitcoin Treasury Companies (BTCos) que surgiram na esteira deixada pela Strategy, a Nakamoto Holdings tem mais de 5.300 BTC em caixa. Seu mNAV, no entanto, está abaixo de 0,9, o que indica que a empresa não está conseguindo gerar o valor esperado aos acionistas com o seu estoque de Bitcoins. Como resultado, a ação da empresa foi duramente penalizada na bolsa. Em maio deste ano, cada ação custava cerca de US$ 34, mas no pregão de sexta-feira (19) os papéis fecharam em US$ 0,39. Em outras palavras, a NAKA perdeu quase 99% do seu valor num espaço de apenas seis meses. Tal queda faz a empresa não cumprir o requisito de preço mínimo de oferta de US$ 1,00 por 30 dias consecutivos, que é obrigatório para uma empresa manter suas ações na Nasdaq. Agora a Nakamoto tem 180 dias para conseguir reverter esse quadro e fazer as ações serem negociadas acima de US$ 1,00, sob pena de ver os papéis serem removidos. Ela pode fazer isso através de um grupamento de ações, por exemplo, transformando 10 em 1 — o que faria o preço dos papéis sair de US$ 0.39 para US$ 3,90 Este evento marca a primeira vez que uma empresa de tesouraria de Bitcoin enfrenta a possibilidade de remoção de uma das principais bolsas de valores dos EUA desde a expansão acelerada do setor entre 2024 e 2025. O colapso da empresa mostra que não basta uma companhia ser uma BTCo: o investidor precisa ficar atento aos dados da empresa. Sobretudo, ficar atento a como ela financia suas compras de Bitcoin. A Nakamoto, por exemplo, utilizou um frágil sistema de investimento privado, vendendo ações com desconto de até 60%, mas estabelecendo um período de bloqueio de vendas (lock-up) de até 180 dias. À medida que o lock-up acabava e os investidores vendiam suas ações, a Nakamoto viu seu valor despencar a cada pregão, gerando uma destruição imensurável de valor. Nem toda BTCo é a nova Amazon, e o fato delas comprarem Bitcoin não pode servir como desculpa para abandonarmos os critérios de análise: Fonte da imagem: image
Japão confirmou a alta de 25 pontos-base (0,25%) em sua taxa de juros. Com expectativa de pelo menos mais uma alta até setembro. Com esse novo aumento, a taxa de juros nipônica chegou a 0.75% ao ano. Pouco? Levando em conta os padrões brasileiros, sim; para o histórico japonês, contudo, trata-se da maior taxa básica de juros desde 1995. Naquele ano o país já vivia o fim da bolha imobiliária que estourou a partir de 1989, e criou uma crise que se prolonga até hoje. Nos anos seguintes, o Japão tornou-se o primeiro país do mundo a ingressar no experimento heterodoxo dos juros negativos, que uma década e meia depois chegaria até a Europa. Por enquanto o Bitcoin reagiu bem, saindo de US$ 85.000 para perto de US$ 88.000. Isso contrariou as expectativas imediatas dos traders que apostavam numa queda forte de preço, o que causou liquidações de posições vendidas (short) na casa dos US$ 40 bilhões. A redução do carry trade aparentemente estava precificada.
Até a semana passada, a última vez que o Vasco havia chegado em uma final nacional havia sido na Copa do Brasil de 2011. Naquela ocasião, o segundo jogo da final (que celebrou o título cruzmaltino) ocorreu no dia 8 de junho daquele ano. E de acordo com os dados históricos, o preço do Bitcoin valia cerca de US$ 30,00. Ontem (17/12), o preço de um BTC era de US$ 86.000, aproximadamente. Isso significa que nesses quase 15 anos, o Bitcoin teve um retorno de aproximadamente 286.567% de valorização. Ou seja, o ativo multiplicou seu valor em cerca de 2.867 vezes em relação ao preço inicial. Ou, em termos anuais, o Bitcoin teve uma alta de 63,1% neste período (já levando em consideração os anos de bull market). Desde que o Vasco ganhou seu último título nacional, nenhum ativo no planeta teve desempenho melhor do que o Bitcoin. O S&P 500, por exemplo, teve um retorno total de “apenas” 484% no período, ou cerca de 11,8% de retorno médio anual. As “Mag7”, que são as maiores empresas de tecnologia, se valorizaram entre 1.000% e 3.000%, com retornos anuais que podem chegar a, no máximo, 32% – pouco mais da metade dos ganhos do Bitcoin. E mesmo o ouro, que foi um dos melhores ativos de 2025 em termos de valorização, apenas triplicou de preço em 15 anos, com retornos de 208%, o que dá pouco mais de 7,8% em ganhos anualizados. Levando em conta o padrão, quanto 1 Bitcoin valerá quando o Vasco chegar em outra final nacional? Foto: LANCE! image
Seus Bitcoins estão realmente seguros? Caso contrário, o texto de hoje fala sobre uma das melhores camadas de proteção para sua carteira. image
Quem esperava Bitcoin barato para poder comprar tem uma excelente oportunidade agora. Se vocês ainda não chegou em 0.1 ou 0.01 BTC, trace essas metas e aproveite justamente esses momentos de queda. Sob todos os indicadores, Bitcoin ainda está barato.
Hoje (12/12), completaram-se 15 anos desde que Satoshi Nakamoto “abandonou” sua maior criação: o Bitcoin. Em uma publicação no fórum Bitcointalk, Satoshi afirmou que iria “dedicar-se a outros projetos” (há quem diga que ele participou da criação do Zcash, mas é especulação), entregou a responsabilidade do Core para Gavin Andressen e sumiu. Desde então ele nunca mais reapareceu ou fez qualquer publicação — nem mexeu nos seus quase 1 milhão de Bitcoins acumulados em quase dois anos presente na rede. São mais de US$ 120 bilhões que nunca foram tocados em uma década e meia. O sumiço de Satoshi foi um dos fatores que levou o Bitcoin a se tornar a maior e mais descentralizada criptomoeda do mundo. Não há quem processar, não existe um nome que o estado pode perseguir ou pressionar para fazer mudanças no Bitcoin. “Ah, mas se Satoshi voltar ele pode controlar a rede!” Não pode. Hoje existem mais de 24.000 full nodes que aprovam os blocos e mantêm a descentralização. Mesmo que Satoshi voltasse, ele seria apenas mais um node (“um nó, um voto”) e teria que seguir as regras do protocolo como todos os outros. Regras que, como disse o próprio, “estão escritas em pedra uma vez que o código foi lançado”. Ninguém controla o Bitcoin, nem sequer o seu criador.
Outrora o maior clube do Brasil, o São Paulo entra no 17º ano de sua decadência em todos os aspectos — esportivo e de gestão. Isso tem muito a ver com o modelo adotado pelo clube, que era seu maior trunfo no passado, mas que foi a receita para a sua destruição. Este é o tema da edição extra da DZCM, que traz paralelos com o Bitcoin. Confiram. image