O capitalismo, liberalismo, neoliberalismo e o Império Ocidental mataram muito mais que o comunismo e nazismo juntos. Por que ninguém se importa com isso e/ou tentam justificar isso?
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O extermínio da população inteira de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945 por meio de duas bombas nucleares, matança de civis essa manifestamente bárbara e desnecessária, é um grave crime de guerra, todavia, não causou aos EUA nenhuma reprimenda severa. Dentro do país, a população também parece achar justo que cerca de 300 mil civis desarmados tenham pagado inesperadamente com a vida por causa dos crimes do império japonês.
A carnificina que ocorre em Gaza, onde dezenas de milhares de crianças, entre cerca de 50 mil civis também desarmados e acuados, como em um gueto, foram mortos, incluso mais de 200 jornalistas, funcionários da ONU, entre outros, além de milhões de desnutridos pela fome imposta pelo Estado de Israel, também não causa indignação nos governos democrata e republicano daquele país. E veja só: cristãos evangélicos, supostamente pregadores do amor ao próximo e do não uso da espada para fazer justiça, defendem ardorosamente o que a extrema-direita sionista daquele país faz com os palestinos, apesar de eles considerarem Jesus um blasfemador e falso profeta perigoso (Talmud, artigo 137B)
O genocídio de dezenas de milhões de indígenas durante o período de colonização; o sequestro e a tortura de outras tantas dezenas de milhões de crianças, mulheres e homens da África para serem vendidos como animais de carga e enriquecer fazendeiros, comerciantes e famílias abastadas nos EUA, no Brasil e nos demais países das Américas.
Poderia ainda citar milhões de vidas ceifadas pelos países do Ocidente, como o Reino Unido na Índia, com centenas de milhares de mortos, inclusive pela fome forçada (o verdadeiro “Holodomor”convenientemente esquecido dos hipócritas); da França na Argélia e seus mais de um milhão de mortos; da Bélgica no Congo, com mais de seis milhões de gente barbaramente mortas; e ainda do próprio EUA, o país mais guerreiro da história, aquele que mais invadiu outros países e causou dissensão e carnificina interna, como no Iraque, na Líbia, na extinta Iugoslávia, nos golpes militares e às sangrentas ditaduras latino-americanas, na Indonésia e o brutal assassinato de mais de 300 mil opositores do regime de Suharto. A lista é grande, e qualquer historiador sério sabe disso, sabe sobretudo dos MOTIVOS dessas atrocidades.
Por que essas matanças, inclusive com o extermínio de povos inteiros (nações indígenas) não sofreu e não sofre, em justa proporção, a mesma indignação da direita e da extrema-direita contra o que chamam de "mortos do comunismo"?
Porque não é a morte que causa indignação na burguesia e seus lacaios, mas o uso que se pode fazer dela para fins meramente ideológico e político. Veja aqui mesmo no Quora. Não vou citar nomes (já cometi esse erro), mas tem um pessoal aqui muito conhecido por postar as matanças ocorridas nos regimes socialistas, ou "comunista", como preferem chamá-los.
Você não vê NUNCA eles manifestarem “indignação”contra os EUA e os demais países capitalistas. Eles somente usam as mortes e as ditaduras de esquerda com um propósito bem notável: provar que o socialismo, ou seja, um regime em que o fruto do trabalho é repartido de acordo com a quantidade desse trabalho - quem trabalha mais ganha mais -, é impossível, pois esse tipo de sociedade não pode nunca funcionar, e acaba se tornando uma ditadura que beneficia os "espertos" e "malandros" comunistas.
Essa opinião, bastante difundida e dominante, só é possível de ocorrer por causa da massacrante ideologia que os ricos de direita enfiam na cabeça desses infelizes, que se autoimbecilizam para agradar o senhorio que dá empregos para eles e possibilidades de um dia virarem gente de bem e muito respeitosa e honesta e honrada e estimada e que, sobretudo, possa apagar os rastros que levam a origem de sua riqueza - o trabalho alheio.