Se você trabalhasse na economia o que você faria para tornar o Real uma moeda mais forte e mais valorizada ? https://pt.quora.com/Se-voc%C3%AA-trabalhasse-na-economia-o-que-voc%C3%AA-faria-para-tornar-o-Real-uma-moeda-mais-forte-e-mais-valorizada/answer/Paulo-Papa-JR Eu combateria a inflação, que é quem desvaloriza e acaba por matar uma moeda. A inflação é como um imposto, que todos os meses ceifa um pedaço do salário e da poupança dos cidadãos. Ela é tão desalmada, que não perdoa nem os mais fracos e doentes e nem os que passam necessidades. Ela só poupa os muito ricos, que têm como preservar seu capital, investindo em moedas estrangeiras, empresas lucrativas e contam com assessores financeiros, para destinar seus investimentos. Inflação é, sobretudo, o imposto dos pobres.
Seria possível o governo fixar o Dólar em 1 para 1 em relação ao real? Quais seriam as consequências? https://pt.quora.com/Seria-poss%C3%ADvel-o-governo-fixar-o-D%C3%B3lar-em-1-para-1-em-rela%C3%A7%C3%A3o-ao-real-Quais-seriam-as-consequ%C3%AAncias/answer/Jo%C3%A3o-Eurico-de-Aguiar-Lima Não é possível. A taxa de câmbio, seja de que moeda for, é nada mais nada menos que o preço que o mercado está disposto a pagar por essa moeda. Imagine que o governo federal fixasse o câmbio em 1 real por dólar. Ora, todo mundo (o mundo mesmo, o planeta) viria para o Brasil para trocar seus dinheiros por reais e depois por dólares. Ou seja, imediatamente haveria uma busca/demanda enorme por dólares a 1 real. Ora, quando se aumenta a demanda o que acontece com o preço ? Sobe. Portanto, câmbio não é uma coisa que se defina por canetada de governo, seja lá qual for. Preços de coisas são determinados pela disposição do mercado em pagá-lo. Muita gente pensa que os custos definem os preços. Não é verdade. Os custos vão definir quanto de lucro vai sobrar depois que o mercado pagar o preço que está disposto a pagar por uma coisa, seja ela qual for. Por exemplo : vou fabricar um celular/smartphone. Ele vai ter tela de 16 cores apenas, tela de 480 x 480 pixels, vai ter 1 gb de RAM, vai ter só uma câmera de resolução de 480x480 também. Esse produto vai-me custar 1800 reais, vou vender por 2200 e ganhar 400 reais em cada um. Massa né ? Só faltou uma coisa. Combinar com o mercado. Quem vai pagar 2200 reais por um celular ruim desses ? Ninguem. Porém, pode ser que alguém pague 100 reais por ele. O mesmo acontece com o dólar. A medida que mais gente procura o dólar, seja para que motivo for, o preço dele sobe. Procure se informar mais sobre câmbio. Tem uma aulas excelente do ex-Ministro João Saad no site da USP. De graça. Ele explica muito bem sobre política monetária e cambial.
Se a América do Sul tivesse uma moeda única como existe na Europa, acredita que a moeda poderia ser mais forte que o atual Real? https://pt.quora.com/Se-a-Am%C3%A9rica-do-Sul-tivesse-uma-moeda-%C3%BAnica-como-existe-na-Europa-acredita-que-a-moeda-poderia-ser-mais-forte-que-o-atual-Real/answer/Jo%C3%A3o-Eurico-de-Aguiar-Lima De modo algum. Primeiro porque seria uma roubada sem tamanho para o Brasil. A Argentina seria a segunda maior economia nesse bloco. Acontece que há pelo menos uns 60 anos que a Argentina convive com déficit público. Ou seja, o governo gasta sistematicamente mais do que arrecada. Se houvesse uma moeda única esta seria usada para financiar esse déficit público argentino as custas do orçamento dos outros países envolvidos. Considerando que o Brasil seria de longe a maior economia desse bloco, estaríamos financiando a gestão perdulária do governo argentino. Para se ter uma moeda única é preciso que haja mais equilíbrio entre os participantes. Isso infelizmente não é possível. Mesmo somando todas as economias dos outros integrantes do grupo, a do Brasil ainda seria maior. Seria hegemônica. Se para o Brasil não interessa a moeda única por causa do déficit argentino, para os outros não interessariam o Brasil com livre e total acesso a seus mercados, inclusive sem barreiras cambiais. Os outros integrantes do bloco não teriam chance de competir com as empresas brasileiras.
O que precisaria acontecer para o Real ficar mais caro que o Dolar? https://pt.quora.com/O-que-precisaria-acontecer-para-o-Real-ficar-mais-caro-que-o-Dolar/answer/Orfeu-Maranh%C3%A3o-Moreira-Barros Para o real ficar mais "caro" que o dólar basta que aconteça o seguinte: os produtos e serviços produzidos no Brasil serem mais procurados que os produtos e serviços produzidos pelos Estados Unidos da América. Se os produtos e serviços brasileiros ficarem melhores que os americanos a tal ponto que as pessoas do mundo inteiro prefiram os produtos e serviços brasileiros, haverá uma enorme procura por reais, para adquirir esses produtos e serviços. Uma maior procura por real vai fazer com que ele se valorize em relação às outras moedas do mundo. Imagine que o mundo inteiro prefira ver novelas da Globo a ver filmes de Hollywood; que prefiram cachaça ao bourbon; que prefiram música sertaneja ao rock e ao pop; que prefiram catuaba ao viagra; que prefiram as gotas do Zéca aos remédios recomendados pela FDA; que prefiram as roupas do Brás à lacoste; que prefiram os pac-pac às ferrari; e etc, etc. Esse será o mundo em que o real será mais valorizado que o dólar. Parece impossível?
Qual é o papel dos bancos centrais na economia? https://pt.quora.com/Qual-%C3%A9-o-papel-dos-bancos-centrais-na-economia/answer/M%C3%A1rio-Saveri Via de regra (há variações de país para país) os Bancos Centrais (ou nomes parecidos) são os responsáveis pela impressão de dinheiro ou cunhagem de moedas (no caso do Brasil é a Casa da Moeda, que é subordinada ao BACEN), controle da estabilidade da moeda interna e externa. Evitar excesso ou falta de liquidez na economia, proteger contra ataques especulativos, vigiar, fiscalizar, autorizar o funcionamentos dos bancos e demais entidades participantes do Sistema financeiro nacional. Definir os símbolos, cores, materiais usados nas moedas e dinheiro. Evitar a falsificação, modernizar o uso dos meios de pagamentos, definir regras para o SFN e sua forma de operação, determinar o recolhimento de até 100% do total dos depósitos à vista e de até 60% de outros títulos contábeis das instituições financeiras, seja na forma de subscrição de Letras ou Obrigações do Tesouro Nacional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal, seja através de recolhimento em espécie, em ambos os casos entregues ao Banco Central do Brasil, a forma e condições por ele determinadas. Há outras funções que estão no art. 10 da Lei 4.595 de 31/12/64. Em outros países não difere muito da atuação no Brasil em termos de competência, o que muda de fato é a qualidade da gestão das funções.
A racionalidade econômica pode ajudar a melhorar a legislação penal? https://pt.quora.com/A-racionalidade-econ%C3%B4mica-pode-ajudar-a-melhorar-a-legisla%C3%A7%C3%A3o-penal/answer/M%C3%A1rio-Saveri Sim! Mas desde que seja a compreensão correta dos estímulos econômicos que regem o comportamento humano. O Dilema do Prisioneiro, que ajudou a formular diversas leis penais e processuais penais no mundo ocidental (e com algum atraso no Brasil) foi proposto por um Economista e não por um Jurista. A interface entre estes 2 ramos do saber humano é muito maior do que se imagina. Organizações criminosas, por ausência de oficialidade, regem-se, basicamente, na confiança mútua entre seus membros. Leis como a da Delação Premiada estimulam a infidelidade entre criminosos. Quando a fidelidade é premiada, a Organização tende a se fortalecer. Claro que existem uma série de questões éticas a serem levantadas, mas do ponto de vista econômico-comportamental, é importante semear a desconfiança entre criminosos, e não selar o vínculo de cooperação entre eles. Law makers precisam entender a racionalidade economicista dos delinquentes e seus valores, que não necessariamente são os de um bombeiro, médico ou professor universitário, os quais, eventualmente, dispor-se-iam a realizar uma atividade economicamente irracional pelo orgulho, honra, reconhecimento social ou uma medalha. Exemplifico: Um criminoso não escolhe o crime que vai cometer, com o Código Penal na mão, calculando o Ótimo de Pareto entre o retorno que o crime lhe proporciona e o risco das penas cominadas, assim como um cliente de um restaurante com um cardápio na mão. O aumento de pena cominada tem um efeito pífio na redução da criminalidade comparado ao aumento da efetividade da força persecutória estatal, embora não se tenha necessariamente que optar por uma delas, apenas a título de exemplificação. A racionalidade criminosa é mais temerária à prisão prática, ainda que menor, à uma quantidade de prisão maior, embora teórica. Análises de greves da força policial provem excelentes insights de estudos para verificação deste fenômeno economicista-comportamental, que é bastante complexo de ser analisado por não haver como estruturar o campo de pesquisa em condições ceteris paribus como nas ciências biológicas, por exemplo. É importante entender também que há fatores extra-penais que estimulam ou desestimulam a criminalidade. Períodos de crises econômicas são sempre seguidos por um incremento da criminalidade. Um ladrão, ao invadir uma residência, temem mais a reação do residente que a chegada das forças policiais. A segurança de que a família do criminoso terá assistência e seus filhos estarão bem, moralmente correto, não desestimula o ato criminoso, infelizmente. Na prática gera um efeito contrário. Em 2018 observou-se que idosos japoneses cometeram crimes com objetivo único de serem presos, viverem com companhias e terem alimentação e cuidado diário, visto que os centros de detenção chegam a ser melhores que a própria casa de um idoso pobre naquele país. A racionalidade econômica está em tudo, inclusive na leitura deste texto, você, a cada palavra que lê, está decidindo seguir em frente (pois o custo de seguir a leitura é inferior ao prazer que ela está lhe proporcionando) ou abandonar a leitura, pois o custo é maior que o prazer. Mas é fundamental que, na evolução das leis penais e processuais penais, consultem pesquisas estímulos comportamentais economicistas neste grupo social para que se possa elaborar leis que, de fato, desestimulem a criminalidade e a organização criminosa, e não o contrário, pois o delinquente responderá ao estímulo, não a intenção do legislador!
Como os bancos centrais distribuem dinheiro? https://pt.quora.com/Como-os-bancos-centrais-distribuem-dinheiro/answer/M%C3%A1rio-Saveri Boa pergunta! Entendo que o: "distribuir dinheiro" seria: "Criar a moeda e colocar em circulação onerosa". Já que, tecnicamente, eles não distribuem dinheiro, mas sim emprestam, a não ser no caso a série "La Casa de Papel" (que passa ideias erradas sobre não furtar de ninguém imprimindo dinheiro. Na verdade se está furtando de todos, em especial das camadas mais pobres da população que não dispõe de meios de proteção do imposto inflacionário) Feita esta assunção, os bancos centrais possuem, via de regra, o monopólio da produção do papel moeda circulante no país ou região onde exercem sua circunscrição. Apesar do nome Banco, ele não é exatamente um banco, mas sim uma Instituição que visa controlar os bancos e o valor da moeda (em apertada síntese). Sua função precípua é a proteção da estabilidade da moeda contra choques internos (inflação e deflação) e externos (valorização e desvalorização cambial), embora em alguns momentos parece estar fazendo política. Por não ser um banco de redesconto comum, os BC's não assumem riscos inerentes à atividade bancária, como analisar crédito de uma empresa ou pessoa física que queira tomar empréstimos, tampouco tem ele a necessidade de ser lucrativo. Os BC's então (no caso brasileiro, via Casa da Moeda) imprimem a quantidade de dinheiro que equivale aos encaixes reais da economia (quantidade de bens e serviços produzidos) = PIB, e coloca em circulação via bancos e outras instituições financeiras. Isto é um pouco teórico, pois na prática não se sabe com precisão absoluta o tamanho da Economia, pois informalidade é grande no Brasil; e frequentemente a base monetária é um pouco maior para financiar gastos governamentais. Perceba então que os Bancos não emprestarão a empresas ou pessoas físicas, mas sim a bancos e IF's em geral. Essa entrega de dinheiro vem com a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC), ou seja: os Bancos e IF's tem que devolver ao BC em algum momento. Portanto os BC's não assumem riscos de mercado. Seus tomadores de crédito são regulados pelo próprio BC e podem, a qualquer momento sofrer intervenção ou liquidação, tendo o BC total acesso aos dados contábeis. Os BC's podem até mesmo fazer ingerência administrativa nos Bancos e IF's alterando, por exemplo, a composição da carteira de distribuição de créditos. Os Bancos e IF's repassam estes valores com spread ao consumidor de crédito, e assumindo o risco que legitima o lucro bancário e das IF's. Há outras formas de se "distribuir dinheiro" (colocar em circulação onerosa) como reduzir o Empréstimo Compulsório dos bancos, aumentando o multiplicador bancário, e baixar a SELIC, estimulando o endividamento dos consumidores e os investimentos dos empreendedores), mas acredito que a pergunta era voltada para a criação do papel moeda e sua colocação em circulação onerosa. Caso interessem pelos outros métodos, respondo em outros posts!
O capitalismo, liberalismo, neoliberalismo e o Império Ocidental mataram muito mais que o comunismo e nazismo juntos. Por que ninguém se importa com isso e/ou tentam justificar isso? https://pt.quora.com/O-capitalismo-liberalismo-neoliberalismo-e-o-Imp%C3%A9rio-Ocidental-mataram-muito-mais-que-o-comunismo-e-nazismo-juntos-Por-que-ningu%C3%A9m-se-importa-com-isso-e-ou-tentam-justificar-isso/answer/Ali-Qat O extermínio da população inteira de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945 por meio de duas bombas nucleares, matança de civis essa manifestamente bárbara e desnecessária, é um grave crime de guerra, todavia, não causou aos EUA nenhuma reprimenda severa. Dentro do país, a população também parece achar justo que cerca de 300 mil civis desarmados tenham pagado inesperadamente com a vida por causa dos crimes do império japonês. A carnificina que ocorre em Gaza, onde dezenas de milhares de crianças, entre cerca de 50 mil civis também desarmados e acuados, como em um gueto, foram mortos, incluso mais de 200 jornalistas, funcionários da ONU, entre outros, além de milhões de desnutridos pela fome imposta pelo Estado de Israel, também não causa indignação nos governos democrata e republicano daquele país. E veja só: cristãos evangélicos, supostamente pregadores do amor ao próximo e do não uso da espada para fazer justiça, defendem ardorosamente o que a extrema-direita sionista daquele país faz com os palestinos, apesar de eles considerarem Jesus um blasfemador e falso profeta perigoso (Talmud, artigo 137B) O genocídio de dezenas de milhões de indígenas durante o período de colonização; o sequestro e a tortura de outras tantas dezenas de milhões de crianças, mulheres e homens da África para serem vendidos como animais de carga e enriquecer fazendeiros, comerciantes e famílias abastadas nos EUA, no Brasil e nos demais países das Américas. Poderia ainda citar milhões de vidas ceifadas pelos países do Ocidente, como o Reino Unido na Índia, com centenas de milhares de mortos, inclusive pela fome forçada (o verdadeiro “Holodomor”convenientemente esquecido dos hipócritas); da França na Argélia e seus mais de um milhão de mortos; da Bélgica no Congo, com mais de seis milhões de gente barbaramente mortas; e ainda do próprio EUA, o país mais guerreiro da história, aquele que mais invadiu outros países e causou dissensão e carnificina interna, como no Iraque, na Líbia, na extinta Iugoslávia, nos golpes militares e às sangrentas ditaduras latino-americanas, na Indonésia e o brutal assassinato de mais de 300 mil opositores do regime de Suharto. A lista é grande, e qualquer historiador sério sabe disso, sabe sobretudo dos MOTIVOS dessas atrocidades. Por que essas matanças, inclusive com o extermínio de povos inteiros (nações indígenas) não sofreu e não sofre, em justa proporção, a mesma indignação da direita e da extrema-direita contra o que chamam de "mortos do comunismo"? Porque não é a morte que causa indignação na burguesia e seus lacaios, mas o uso que se pode fazer dela para fins meramente ideológico e político. Veja aqui mesmo no Quora. Não vou citar nomes (já cometi esse erro), mas tem um pessoal aqui muito conhecido por postar as matanças ocorridas nos regimes socialistas, ou "comunista", como preferem chamá-los. Você não vê NUNCA eles manifestarem “indignação”contra os EUA e os demais países capitalistas. Eles somente usam as mortes e as ditaduras de esquerda com um propósito bem notável: provar que o socialismo, ou seja, um regime em que o fruto do trabalho é repartido de acordo com a quantidade desse trabalho - quem trabalha mais ganha mais -, é impossível, pois esse tipo de sociedade não pode nunca funcionar, e acaba se tornando uma ditadura que beneficia os "espertos" e "malandros" comunistas. Essa opinião, bastante difundida e dominante, só é possível de ocorrer por causa da massacrante ideologia que os ricos de direita enfiam na cabeça desses infelizes, que se autoimbecilizam para agradar o senhorio que dá empregos para eles e possibilidades de um dia virarem gente de bem e muito respeitosa e honesta e honrada e estimada e que, sobretudo, possa apagar os rastros que levam a origem de sua riqueza - o trabalho alheio.