UM GRANDE DIA A TODOS! 👏
brayan
brayan
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Só falo
Não gosto dele, mas disse a verdade sobre a bahia. Agora no final, só mandou o mesmo papinho de todo político, não falou em diminuir imposto, nem em corte de gastos. Esse país é um fracasso mesmo, achar que o filho do bolsonaro vai fazer o mínimo doque bukele e milei estão fazendo é uma piada.
Tem algum Brasileiro usando nostr?
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Países que realmente reduziram pobreza estrutural aceitaram um ponto que o Brasil nunca aceitou: o custo político de curto prazo é inevitável. Não existe transformação estrutural sem conflito com interesses estabelecidos. Onde a pobreza caiu de forma duradoura, houve ruptura clara com modelos baseados em tutela estatal.
Esses países fizeram, em essência, três coisas ao mesmo tempo. Fortaleceram propriedade privada real e previsível, reduziram o papel do Estado como intermediador da renda e abriram espaço para que o crescimento viesse da produtividade, não do gasto público. Isso cria autonomia econômica, mas destrói bases políticas antigas.
O Brasil não tem esse método porque o sistema político brasileiro é construído para impedir ruptura. Não é apenas um problema de partido, é um problema institucional. O Estado brasileiro é patrimonial desde a origem: ele distribui favores, concessões, cargos, crédito e proteção. Qualquer tentativa de reduzir esse poder encontra resistência imediata de quem vive dele.
Nos países que reduziram pobreza estrutural, o Estado aceitou perder protagonismo econômico. No Brasil, o Estado é o próprio centro do poder. Reduzir pobreza estrutural aqui significaria reduzir ministérios, subsídios, estatais, cargos, privilégios fiscais, protecionismo e controle regulatório. Isso atinge diretamente políticos, burocracias, empresas amigas e corporações organizadas. O custo político é concentrado e imediato, enquanto o benefício é difuso e tardio. Em democracia de curto prazo, isso é quase suicídio eleitoral.
Outro ponto decisivo é que países que conseguiram essa transformação tinham clareza institucional sobre propriedade e contrato. O indivíduo sabia que, se investisse, colheria o resultado. No Brasil, a insegurança jurídica faz com que o ganho produtivo seja constantemente ameaçado por mudança de regra, imposto novo ou intervenção discricionária. Isso desestimula o caminho da autonomia e empurra as pessoas de volta para a dependência estatal.
Além disso, nesses países houve uma narrativa política clara de transição. O discurso não foi “o Estado vai cuidar de você”, mas “o Estado vai sair do caminho para você crescer”. No Brasil, nenhum grupo político sustenta essa narrativa até o fim. Quando a pressão social aparece, todos recuam para gasto, subsídio e proteção. O sistema recompensa quem promete proteção, não quem promete liberdade com responsabilidade.
Há também um fator cultural-político importante. Onde a pobreza estrutural caiu, o fracasso individual deixou de ser tratado como problema político permanente. No Brasil, qualquer dificuldade vira justificativa para expansão do Estado. Isso transforma exceção em regra e impede a formação de uma sociedade autônoma.
Em termos rigorosos, o Brasil não adota o método porque o método destrói o modelo de poder vigente. Ele reduz dependência, enfraquece o Estado como distribuidor central e torna o eleitor menos controlável. Para a classe política como um todo, isso é desvantajoso, independentemente do rótulo ideológico.
A síntese é clara: países reduziram pobreza estrutural porque aceitaram perder poder político no curto prazo para ganhar riqueza social no longo prazo. O Brasil não faz isso porque seu sistema político sobrevive exatamente da manutenção da dependência e da mediação estatal. Enquanto o incentivo central for vencer a próxima eleição e não transformar a estrutura econômica, o método continuará sendo evitado.