Ronald Robson

Ronald Robson's avatar
Ronald Robson
npub15k9z...wc7q
Writer. Radically Brazilian. | Autor de "Contra a vida intelectual, ou iniciação à cultura" (2024) e "Conhecimento por presença: em torno da filosofia de Olavo de Carvalho" (2020). | Criador de flusserproject.com
Chamei de "pensamento alegórico" um dos temas mais importantes a que me dediquei nos últimos anos. Ele nos permite perceber a continuidade entre as últimas etapas do pensamento helenista e o início da modernidade, sem cair nas facilidades das narrativas de ruptura que abundam na literatura histórica e filosófica sobre os últimos séculos. Nascido de um excesso — e não de uma carência — de simbolismo, o pensamento alegórico está na base dos mais diversos modos de afastamento da experiência direta da realidade e da despersonalização dessa experiência. Ele se manifestará seja através de esoterismos pelos quais a substancialidade das coisas se dissolve em supostos sentidos secretos e mais elevados, seja através de ideologias que restringem nossa cognição por meio de analogias cada vez mais limitativas (tudo remeterá ao "capital", p. ex., ou ao "marxismo cultural"), seja através da experiência de avatar que caracteriza grande parte de nossa vivência online e offline no século XXI. O pensamento alegórico sempre dependerá da tradução de uma determinada rede de significados para outra rede cujos nexos de analogia com a primeira são arbitrários. As aulas em que discuto o tema ainda estão disponíveis: https://ronaldrobson.com.br/course/a-alegoria-do-mundo/ Também tratei do assunto, com um exemplo bastante didático, neste texto, que aliás vai dar nas origens do pensamento alegórico: https://ronaldrobson.com.br/a-caverna-de-itaca-segundo-porfirio-interprete-de-homero/
Months ago I posted here a review of Alex Karp’s ‘The Technological Republic’ in which I hinted at the idea that those truly concerned with ‘the West’ should let it go once and for all. Defending something that is already gone is, in my view, pointless. Now I find a similar argument fully developed in this book. In the present age our aim should be — Paul Kingsnorth writes — ‘to build new things, out on the margins. Not to exhaust our souls engaging in a daily war for or against a “West” that is already gone, but to prepare the seedbed for what might, one day long after us, become the basis of a new culture. To go looking for truth. To light particular little fires— fires fuelled by the eternal things, the great and unchanging truths— and tend their sparks as best we can. To prepare the ground with love for a resurrection of the small, the real and the true. But first, we are going to have to be crucified.’ image