Os melhores poemas que fumei e bebi, são os que nunca escrevi. image
Somos o intervalo entre dois mundos. O som do metal quando a corda se rompe.
Não vou chamar o ano passado de insuportável. Foi intenso, cheio de promessas e descobertas. Aprendi muito, ganhei muito — e por isso agradeço. Os desafios nunca vão embora, sei bem. O que importa é que continuei a mesma: cínica, confiante, arrogante, criativa, independente. E feliz — do jeito que só eu consigo ser. image
A manhã de domingo é um lembrete de que o tempo pode passar lentamente. image
Meu quase-haicai de fim de ano Desejo: espinho na língua. Busca cega... semente da ruína. Destruir. Afago no abismo. Estátua de carne e osso seco. Sonhos: Álcool. Risada. Ferrugem. Vazio... Rubor que fende. Liberta. Acalma. A contagem já terminou. Apunhalada lenta. Trespassando. image
Fome? Só uma paixão para o vazio que dói. O desejo de um abraço que nunca virá, o sal da própria lágrima na boca — o amargo, o real, o último. image
Tudo o que ouço é o som dos discos antigos. Como sempre estou quase sozinha, nada muda... image