Câmara aprova nova regra para crédito consignado de trabalhadores
A
aprovou nesta quarta-feira, 25, a Medida Provisória 1292/25, que muda a forma de contratação de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos, microempreendedores individuais e trabalhadores rurais. O texto segue agora para o Senado.
Como resultado, a proposta prevê a criação de uma plataforma digital centralizada. Nela, o trabalhador poderá comparar ofertas de empréstimo consignado de diferentes instituições financeiras. O objetivo é estimular concorrência, baixar os juros e oferecer mais transparência na contratação.
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O governo batizou a plataforma de Crédito do Trabalhador e integrou a funcionalidade à Carteira de Trabalho Digital. Segundo o
, as instituições financeiras liberaram R$ 3,3 bilhões em mais de 533 mil contratos nas duas primeiras semanas, com valor médio de R$ 6,2 mil por empréstimo.
Nos primeiros quatro meses, a plataforma funcionará exclusivamente para refinanciamento de dívidas anteriores. Nessa fase, o trabalhador só poderá contratar novo crédito consignado para quitar parcelas de empréstimos antigos, sejam eles consignados ou não, desde que as novas taxas de juros sejam mais baixas.
A Dataprev será a operadora do sistema, responsável por processar e consolidar os dados das operações. As instituições consignatárias deverão fornecer à estatal as informações dos contratos ativos, e a plataforma registrará esses dados mesmo quando forem firmados fora do sistema.
Crédito consignado deve ter garantia do FGTS
A nova norma prevê o uso de até 10% do saldo do FGTS como garantia para o empréstimo. Além disso, estuda a possibilidade de usar até 100% da multa rescisória de 40% em caso de demissão sem justa causa. O limite de comprometimento da renda permanece em 35% do salário mensal.
O trabalhador poderá transferir sua dívida para outro banco a qualquer momento, desde que a nova operação ofereça condições melhores. Para isso, será obrigatória a averbação de todos os contratos na plataforma digital.
Mesmo os contratos fechados diretamente com os bancos precisarão constar no sistema para permitir a portabilidade e a comparação entre ofertas.
Uma das mudanças mais relevantes da MP é a retirada da competência do Conselho Nacional de Previdência Social para definir o teto de juros no consignado. A responsabilidade agora será do Conselho Monetário Nacional, que já regula os juros em outros setores do crédito.
O texto também estende o modelo para trabalhadores autônomos de transporte e entregadores vinculados a aplicativos. Nesses casos, a plataforma permitirá não apenas a contratação de crédito, mas também o uso dela como garantia de pagamento futuro das parcelas.
Empregadores podem dividir o desconto entre os vínculos ativos
A nova regra inclui trabalhadores com contratos intermitentes ou múltiplos vínculos formais. O desconto em folha poderá ser distribuído entre diferentes empregadores ativos no momento da contratação.
O trabalhador dá autorização prévia para que outro empregador ativo desconte as parcelas do empréstimo. Se perder o vínculo principal, ele permite que o novo empregador faça os descontos, desde que respeite os limites legais de comprometimento da renda.
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A portaria do Ministério do Trabalho estabelece exigências mínimas de segurança para a autenticação do trabalhador e define prazos máximos para os pagamentos. Os bancos deverão registrar os refinanciamentos na plataforma com taxas inferiores às dos contratos originais, mesmo quando eles próprios enviarem os dados.
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Ministério do Trabalho e Emprego
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Congresso derruba decreto de Lula e rompe jejum histórico
Câmara aprova nova regra para crédito consignado
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Fachada do Congresso Nacional, que abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, em Brasília (DF) | Foto: Divulgação/ Senado Federal
Alcolumbre defendeu a legitimidade do Parlamento ao deliberar sobre projetos de decreto legislativo. Ele lembrou que há mais de 500 PDLs em tramitação na Câmara e mais de 80 no Senado.
"O que nós não podemos aceitar e não vamos aceitar são ofensas e agressões por uma decisão legítima do Parlamento de deliberar um projeto de decreto legislativo", disse o presidente da Casa. "Nós temos 500 PDLs tramitando na Câmara e mais de 80 no Senado. A Câmara decidiu votar um e o Senado decidiu votar um. Nós não estamos respeitando o papel institucional do governo de editar normas por decreto? Estamos. Nós votamos apenas um."
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Plenário da Câmara dos Deputados, Brasília | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Tensões entre Legislativo e Executivo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante almoço com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto - 12/3/2025 | Foto: Ton Molina/Foroarena/Estadão Conteúdo
Em virtude do questionamento da parlamentar, a professora acionou a Justiça e, em fevereiro deste ano, o 2º Juizado Especial Cível de Brasília condenou Damares a pagar R$ 7 mil à mulher, por danos morais.
Agora, contudo, a situação teve uma reviravolta.
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Prédio da Dataprev | Foto: Divulgação/Dataprev
Em números absolutos, a Dataprev liderou o crescimento de cargos de indicação política, passando de 33 para 93 funções comissionadas em junho de 2023, o que representa aumento de 181%. De acordo com a empresa, 65% dessas posições estão ocupadas. A justificativa inclui maior número de clientes, perdas de pessoal na pandemia e execução de projetos estratégicos, como o novo CadÚnico e o Cadastro Ambiental Rural.
A Dataprev citou a necessidade de especialistas em gestão de dados e tecnologia para lidar com temas sensíveis, incluindo bases cadastrais e biométricas do INSS, usadas por associações que descontaram valores indevidos de benefícios previdenciários. Entre os indicados, constam Fábio Fazzion, militante de esquerda e companheiro da deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO), e Luiz Gonzaga Baião, ex-assistente técnico na Câmara dos Deputados.
Segundo a empresa, essas contratações visam a acompanhar pautas legislativas de transformação digital, incluindo o projeto de regulamentação de inteligência artificial. O governo defendeu a contratação de comissionados para incorporar conhecimentos externos e especializações em projetos específicos.
Salários e critérios de contratação no BNDES
No Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a ampliação de cargos políticos também ocorreu, com a contratação de oito assessores e um subchefe de gabinete para o presidente Aloizio Mercadante, indicado por Lula. A instituição chegou a 56 cargos de livre nomeação, com salários superiores ao teto constitucional, que atualmente é de R$ 46 mil.
O BNDES informou que apenas 27 desses assessores vieram de fora do quadro efetivo, em cumprimento a acordo coletivo que exige metade das nomeações para servidores concursados. Destacou que os assessores externos não participam das operações de análise e liberação de crédito. A justificativa para o aumento foi a retomada do protagonismo do banco no desenvolvimento econômico e a criação de novas áreas de atuação.
Dentre os assessores estão Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura; Anna Carolina Castro, ex-chefe de gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA); e Alexandre de Almeida, ex-assessor do Tribunal de Contas da União. O subchefe de gabinete, Danilo Molina, jornalista filiado ao PT, recebe R$ 60 mil mensais.
O BNDES declarou que todos os assessores foram contratados conforme os planos e os critérios de titulação e experiência definidos pela Sest. Sobre os vínculos políticos, afirmou que os assessores atuam em áreas específicas, como audiovisual, relações legislativas e aprimoramento de controles internos.
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De agosto de 2023 a fevereiro de 2025, 15 processos administrativos foram abertos contra a companhia | Foto: Reprodução/X
Luiz Ricardo Nascimento, diretor da Anac, afirmou que a Voepass teve todo "prazo razoável", mas apresentou "improficiência" para sanar os defeitos.
“Penalidade capital”
Durante a reunião sobre o caso, a defesa da Voepass pediu uma nova oportunidade. Os advogados alegaram que "a empresa precisa de uma chance de sobreviver" e que a penalidade "tem vindo a galope". No entanto, Nascimento declarou que "não há alternativa, senão confirmar a penalidade capital".
Inspeções detalhadas em bases de manutenção em cinco aeroportos revelaram ausência de registros de ações corretivas ou notificações sobre monitoramento de danos. De agosto de 2023 a fevereiro de 2025, 15 processos administrativos foram abertos contra a companhia.
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Foto: Reprodução/Instagram/PMO
Os ataques de Israel ao Irã começaram na sexta-feira anterior, sob a justificativa de evitar que Teerã desenvolva armamento nuclear. O Irã, que alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos, respondeu com disparos de mísseis e drones.
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