Sobrinho de governador do Maranhão obteve R$ 17,7 mi em crédito rural O governador do , Carlos Brandão (PSB), autorizou o uso de propriedades da empresa familiar Coagri como garantia para um empréstimo de R$ 17,7 milhões a um sobrinho durante as eleições de 2022. Naquele ano, Brandão declarou R$ 479 mil em bens à Justiça Eleitoral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo documentos da Junta Comercial do Maranhão, a autorização da operação ocorreu em 8 de setembro de 2022. Já o contrato com o foi firmado dois meses depois. A Coagri, da qual Brandão era sócio junto com o irmão Marcus Brandão, ofereceu dois imóveis localizados em Colinas (MA) como garantia para o crédito a Jesus Boabaid de Oliveira Itapary Neto. Um dos irmãos dele é Daniel Itapary Brandão, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão. Leia também: O governador é alvo de ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que trata de nepotismo. Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes afastou três parentes de Brandão do governo, incluindo Marcus Brandão, que também participou da operação de 2022. Governador do Maranhão nega irregularidades Em nota à imprensa, o governo do Maranhão informou que Brandão declarou “apenas seu patrimônio individual” à Justiça Eleitoral e que o uso das propriedades da empresa seguiu “a modalidade de crédito”. O comunicado afirma ainda que a Coagri atua no setor agropecuário há mais de 40 anos e que a operação foi regular. O documento que autorizou o uso dos imóveis como garantia foi assinado na reta final do primeiro turno da campanha de 2022, quando Brandão buscava a reeleição. Na época, ele havia deixado a vice-governadoria para assumir o Executivo no lugar de Flávio Dino, atual ministro do STF. Os dois estão rompidos politicamente. + Leia mais notícias de em Oeste Brandão declarou possuir R$ 180 mil em cotas da Coagri, o que corresponderia a 30% da empresa, além de um imóvel e aplicações financeiras. Ele afirmou ter arrecadado e gasto R$ 7,2 milhões na campanha. A Coagri cedeu os imóveis como garantia real para um cartão de crédito agrícola, com valores liberados em 2023. O post .
Defesa Civil: chuvas elevam o risco de inundações no Rio Grande do Sul A https://defesacivil.rs.gov.br/inicial emitiu um alerta nesta quarta-feira, 18, sobre o risco elevado de inundações, enxurradas e alagamentos em diversas regiões do Estado. O aviso, atualizado às 11h38, destaca o impacto das intensas nos últimos dias, que já fizeram o nível dos rios subir de forma preocupante. A previsão de novos acumulados reforça o temor de desastres. O mapa hidrológico do órgão aponta áreas em situação de atenção ou alerta, destacadas em amarelo e laranja, principalmente no centro e na metade oeste do estado. + Leia mais notícias de em Oeste As autoridades pedem que moradores dessas regiões redobrem a vigilância diante do risco de transbordamento de arroios e pequenos rios, além da possibilidade de deslizamentos em áreas suscetíveis. Entre os pontos mais críticos está o Rio Ibirapuitã, em Alegrete, que já atingiu a cota de inundação. Defesa Civil alerta: condição de SEVERA para chuva volumosa e persistente em áreas da Serra. Risco MUITO ALTO de alagamentos. Válido até 18h do dia 18 de junho. Fique atento. Emergência 190/193. — Defesa Civil RS (@DefesaCivilRS) Defesa Civil intensifica vigilância sobre rios e pequenos cursos d’água A Defesa Civil colocou o rio Ibicuí, em Manoel Viana, em estado de atenção. O órgão também monitorou o Rio Jaguari e o Santa Maria, em Rosário do Sul, além do Vacacaí, em São Gabriel. Os rios São Sepé, Jacuí, Taquari e Caí seguem sob vigilância em razão do risco de transbordamento. + Leia também: Pequenos cursos d’água e arroios não monitorados oficialmente podem transbordar de forma repentina, com risco de enxurradas em áreas urbanas e rurais. A Defesa Civil orienta a população a acompanhar os boletins atualizados e buscar locais seguros em caso de emergência. O post .
Chanceler da Alemanha elogia operações de Israel e chama ofensiva de ‘trabalho sujo do Ocidente’ O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, defendeu nesta terça-feira, 17, as operações realizadas por contra o Irã. Ao comentar as ofensivas durante a cúpula do G7 no Canadá, Merz afirmou que o Estado judaico cumpre o que classificou como “trabalho sujo” em nome do Ocidente. Merz elogiou o governo e o Exército israelenses pela postura diante do regime de Teerã. Para ele, a ofensiva evitou que o Irã seguisse disseminando o terror e ameaçando a região com a possibilidade de possuir uma arma nuclear. + Leia mais notícias de em Oeste O chanceler reforça que o regime do aiatolá Ali Khamenei representa uma ameaça tanto ao Oriente Médio quanto ao Ocidente: “Nós também somos afetados por esse regime”. Na visão do chefe do governo alemão, o Irã espalha “morte e destruição” ao apoiar grupos como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza. Ele também citou o fornecimento de drones ao Exército russo na guerra contra a Ucrânia. Merz disse acreditar que as operações de Israel podem acelerar a queda do regime iraniano e argumentou que o mundo se beneficiaria do fim do governo dos aiatolás. Apesar do tom duro, Merz defendeu a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano. O chanceler afirmou que o Irã ainda tem a chance de voltar à mesa de diálogo, mas deixou claro que caberá ao próprio regime decidir se seguirá por esse caminho ou enfrentará novas ações militares de Israel. Israel e líderes do Ocidente divergem sobre desfecho do conflito O presidente francês, Emmanuel Macron, seguiu linha oposta. Também presente na cúpula do , o político rejeitou qualquer tentativa de mudança de regime no Irã por meio de ataques militares. Macron defendeu um cessar-fogo imediato e o retorno das negociações para impedir que Teerã obtenha armamento nuclear. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump adotou postura ainda mais agressiva. O republicano ponderou que sabe onde está escondido o líder supremo do Irã e o descreveu como “um alvo fácil”. Trump disse que, por ora, não pretende ordenar sua morte, mas avisou que a paciência da Casa Branca está chegando ao limite. Trump destacou que não busca apenas um cessar-fogo, mas um desfecho completo para o conflito. O presidente norte-americano pediu a rendição do Irã e disse que a prioridade é encerrar as hostilidades de forma definitiva. + Leia também: No mesmo dia, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que Khamenei poderá ter o mesmo destino de Saddam Hussein, ex-presidente do Iraque deposto por tropas americanas e executado em 2006. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já havia declarado que eliminar o líder iraniano seria uma forma de encerrar o conflito. O post .
Alcolumbre autoriza CPMI para investigar fraude no INSS O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), autorizou a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a fraude bilionária dos descontos associativos não autorizados na folha de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Alcolumbre leu o requerimento para criação da CPMI durante a sessão da terça-feira 17. O pedido foi protocolado no mês passado. Ao todo, 36 senadores e 223 deputados federais assinaram o requerimento. + Leia mais notícias de em Oeste O número mínimo de assinaturas para apresentação de um requerimento de CPMI é de 27 para senadores e 171 para deputados. A CPMI do INSS deve começar a funcionar só no segundo semestre. É que o Congresso costuma ficar sem movimento do feriado de Corpus Christi até o fim do mês. As atividades só voltarão ao ritmo normal no Congresso em agosto, depois do recesso que vai de 18 a 31 de julho. Governo Lula quer controlar a CPMI O governo Lula tenta barrar a CPMI do INSS desde que a oposição iniciou a coleta de assinaturas para o requerimento. O argumento do governo é de que o tema já está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo informações que circulam pela imprensa, a Comissão deverá ser presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). Enquanto isso, o governo articula para evitar que a oposição pegue a relatoria da CPMI. 43% dos eleitores culpam o governo Lula pelo aumento nas fraudes Segundo pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta semana, pelo aumento das fraudes no INSS. De acordo com o levantamento, a maioria dos eleitores culpa o governo Lula pelaescalada do problema,“porque os valores das fraudes dispararam” na gestão dopetista. Por outro lado, 35% dos entrevistados consideram que o esquema “começou nogoverno Bolsonaro”. Para estes, o governo Lula é o responsável pela descoberta dasfraudes no INSS. O post .
Ministério da Fazenda projeta arrecadação de R$ 41 bi com mudanças no IOF O Ministério da Fazenda projeta que as mudanças recentes no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), formalizadas em decreto publicado em 11 de junho, vão resultar em arrecadação de aproximadamente R$ 10 bilhões para o governo em 2025. + Leia mais notícias de   em Oeste Além do novo decreto, o governo federal divulgou uma Medida Provisória que estabelece alternativas às normas anteriores sobre o IOF. Segundo as estimativas da equipe econômica, a MP poderá garantir um acréscimo de R$ 31,4 bilhões aos cofres públicos até 2026. As informações são do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu como ministro interno durante as férias de Fernando Haddad. Ele concedeu entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira, 18. Detalhamento da projeção de arrecadação com o IOF Durante a entrevista, Dario Durigan detalhou os números: "R$ 20 bilhões para este ano de 2025. Mais R$ 40 bilhões para 2026. Os R$ 20 bilhões em 2025 era o IOF. Agora, fica com menos da metade do IOF e mais da metade com as medidas da MP. Para 2026, a gente tem uma redução proporcional do IOF para menos de R$ 20 bilhões, sendo que os R$ 20 bilhões restantes vêm da MP." De acordo com as previsões oficiais, a expectativa é de que a MP traga R$ 10,5 bilhões em 2025 e outros R$ 20,9 bilhões em 2026, completando a soma estimada até o final do próximo ano. O post .
14,75% ou 15%: Copom decide Selic nesta quarta-feira, 18 Em meio às discussões sobre a trajetória da Selic, o mercado financeiro se mostra dividido quanto à possibilidade de o Copom encerrar ou não o ciclo de altas nesta quarta-feira, 18. Apesar das divergências, analistas esperam uma decisão unânime para evitar impactos negativos na condução da inflação rumo à meta estabelecida. + Leia mais notícias de   em Oeste Entre os especialistas, parte aposta na manutenção da taxa em 14,75% ao ano, enquanto outros defendem um ajuste de 0,25 ponto porcentual, o que elevaria a Selic a 15% ao ano, maior patamar observado desde julho de 2006. Nos últimos dias, as projeções oscilaram de forma significativa na curva de juros do país. Unanimidade no Copom depois de racha no passado sobre Selic Levantamento da Bloomberg com 32 instituições financeiras revelou que 12 delas projetam elevação da Selic para 15% ao ano, enquanto as outras 20 — incluindo Bradesco, XP e Itaú — esperam a manutenção do índice em 14,75%. Mesmo diante dessa divisão, o consenso no Copom é aguardado, em razão do desgaste da reputação que um racha causa, como na votação de maio do ano passado. Naquele episódio, o Copom reduziu o ritmo de corte da Selic em meio à oposição de todos os diretores indicados por Luiz Inácio Lula da Silva, resultando em votação apertada de cinco a quatro. O episódio levantou dúvidas sobre a credibilidade e autonomia do Banco Central. Desde então, as decisões do comitê têm sido unânimes. Com o índice oficial da inflação desacelerando, haveria possibilidade de manter a Selic em 14,75%.O IPCA teve alta de 0,26% em maio, abaixo das expectativas do mercado, com alívio em alimentos, passagens aéreas e gasolina. Entretanto, por outro lado, como a tendência ainda é de alta do IPCA — ainda que num nível maior — haveria margem para aumentar a Selic a 15% e tentar frear a alta de preços. O post .
Veja lista de vetos de Lula revogados pelo Congresso O decidiu nesta terça-feira, 17, rejeitar uma série de vetos presidenciais. As medidas envolvem tanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o de seu antecessor, Jair Bolsonaro. + Leia mais notícias de em Oeste Entre os principais pontos derrubados estão benefícios a vítimas do Zika Vírus, mudanças no sistema de aposentadoria por incapacidade e ajustes na regulamentação da . A votação também confirmou a derrubada de dispositivos que tratavam da energia offshore e de incentivos ao setor agropecuário. Os parlamentares optaram por manter a análise de outros 26 vetos para uma nova rodada de negociações, com prazo até 17 de julho. Lista dos vetos rejeitados pelo Congresso VET 3/2025 — Parcial (24 itens): Marco Regulatório da Energia Offshore (Governo Lula) VET 2/2025 — Total: Indenização e pensão vitalícia para vítimas do Zika Vírus (Governo Lula) VET 8/2025 — Parcial (3 itens): Programa de Aceleração da Transição Energética (Governo Lula) VET 65/2022 — Parcial (3 itens): Autocontrole agropecuário (Governo Bolsonaro) VET 7/2025 — Parcial (46 itens): Regulamentação da reforma tributária (Governo Lula) VET 38/2024 — Total: Dispensa de reavaliação periódica de aposentados por incapacidade permanente (Governo Lula) VET 19/2024 — Parcial (1 item): Licenciamento ambiental para atividades espaciais (Governo Lula) VET 47/2023 — Parcial (17 itens): Flexibilização de registro de agrotóxicos (Governo Lula) VET 47/2024 — Parcial (164 itens): Lei de Diretrizes Orçamentárias 2025 (Governo Lula) VET 46/2023 — Parcial (14 itens): Títulos de capitalização como garantia em obras (Governo Lula) VET 13/2024 — Parcial (2 itens): Pesquisa com seres humanos (Governo Lula) VET 16/2024 — Parcial (4 itens): Programa Mobilidade Verde e Inovação (Governo Lula) Vetos que ainda aguardam decisão VET 30/2022: Despacho gratuito de bagagens VET 9/2023: Áreas de reserva legal VET 14/2023: Lei Geral do Esporte VET 18/2023: Programa Minha Casa, Minha Vida VET 10/2024: Incentivo a jogos eletrônicos nacionais VET 12/2024: Incentivo fiscal para renovação de máquinas VET 17/2024: Política Nacional de Assistência Estudantil VET 18/2024: Alterações no Novo Ensino Médio VET 22/2024: Regime Escolar Especial para estudantes impedidos de ir à escola VET 23/2024: Isenção de IPI para vítimas de desastres VET 24/2024: Uso do vale-cultura para esportes VET 25/2024: Prorrogação de financiamentos rurais VET 26/2024: Estatuto da Segurança Privada VET 27/2024: Incentivos à indústria de semicondutores VET 29/2024: Atualização da Lei Geral do Turismo VET 31/2024: VPNI do Senado VET 32/2024: VPNI da Câmara VET 37/2024: Cadastro Nacional de Pedófilos VET 39/2024: Revogações na Lei Pelé VET 46/2024: Regras para BPC e Bolsa Família VET 48/2024: Contingenciamento de emendas VET 50/2024: Créditos de descarbonização VET 01/2025: Patrimônio cultural das barracas da Praia do Futuro VET 04/2025: Classificação do Diabetes Tipo 1 como deficiência VET 05/2025: Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados VET 12/2025: Atividades de risco e proteção de dados + Leia também: O post .
Lula desmarca reunião com Zelensky no G7 . Conforme a assessoria de Lula, os diplomatas decidiram cancelar o encontro em razão de um atraso na programação da reunião de líderes do G7 e países convidados. Além disso, a audiência com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, também não ocorreu. Auxiliares do petista explicaram que a demora na agenda principal inviabilizou sobretudo a realização das reuniões bilaterais, nas quais se enquadraria o diálogo entre Brasil e Ucrânia. Os chefes de Estado e de governo presentes em Kananaskis, no oeste do Canadá, tinham horários de partida de seus aviões já programados. O atraso, dessa forma, limitou a flexibilidade da agenda. Assim, a logística apertada tornou inviável o reagendamento dos encontros. Lula participou como convidado Tanto Lula quanto Zelensky participaram da cúpula do G7 como convidados. Este grupo reúne algumas das principais economias mundiais, incluindo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão. Apesar do cancelamento da reunião bilateral, os dois presidentes ficaram lado a lado durante a fotografia oficial dos líderes presentes no encontro, registrando o momento histórico de suas presenças. Ao longo da programação do G7, Lula conseguiu se reunir com o primeiro-ministro do Canadá, Marc Carney, e com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung. O presidente brasileiro aproveitou do mesmo modo a oportunidade para ter conversas informais com a presidente do México, Claudia Sheinbaum. Assim fez também com o presidente sul-africano Cyril Ramaposa e com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Zelensky havia solicitado o encontro com Lula. Ele insiste na visita do presidente brasileiro à Ucrânia, especialmente depois de sua recente visita à Rússia, ao lado do presidente Vladimir Putin. Contudo, Lula e Zelensky já trocaram críticas públicas devido ao posicionamento do Brasil em relação ao confronto militar iniciado há três anos, quando tropas russas invadiram o território ucraniano. As divergências evidenciam as complexidades da diplomacia internacional. Lula defende uma solução diplomática para o conflito e chegou a afirmar que, se Zelensky fosse “esperto”, buscaria uma saída negociada. Por outro lado, Zelensky já declarou que Lula não é mais um “player” relevante nas negociações de paz, criticando a postura brasileira, que ele considera pró-Rússia. Essas posições antagônicas sublinham os desafios para se chegar a um consenso sobre a guerra. + Leia mais notícias de na Oeste O post .
Trump avalia bombardeio contra o Irã, que cogita revide, diz site O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antecipou sua saída da Cúpula do G7 para retornar a Washington e convocar uma reunião de emergência com sua equipe de segurança nacional, de acordo com o site norte-americano Axios. A decisão foi motivada pelo agravamento do conflito entre Israel e Irã, e pela possibilidade de um ataque norte-americano contra instalações nucleares iranianas. A reunião, realizada na Sala de Situação da Casa Branca nesta terça-feira, 17, durou cerca de uma hora e vinte minutos. Antes do encontro, três autoridades norte-americanas afirmaram que Trump estava “seriamente considerando” a possibilidade de se unir ao conflito e ordenar uma ofensiva contra instalações nucleares iranianas, com foco especial na unidade subterrânea de enriquecimento de urânio em Fordow. Durante o voo de volta no Air Force One, o jato da Presidência dos EUA, Trump declarou a jornalistas que não estava interessado em um “cessar-fogo”, mas em um “fim real” para a guerra e para o programa nuclear iraniano. Ele também mencionou a possibilidade de um encontro direto com autoridades iranianas ainda nesta semana, mas condicionou a realização da reunião a “o que acontecer quando eu voltar” a Washington. + Leia mais notícias do   em Oeste De acordo com dois oficiais israelenses ouvidos pelo Axios, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a cúpula da defesa israelense acreditam que Trump deverá se juntar ao conflito nos próximos dias. Até o momento, os Estados Unidos têm auxiliado Israel apenas em ações defensivas, sem participar de ofensivas contra o Irã. O vice-presidente saiu em defesa de Trump diante de críticas recebidas por setores do movimento Make America Great Again (MAGA), que se opõem ao envolvimento em guerras no exterior. Em uma postagem extensa na rede X, Vance afirmou que “o presidente demonstrou contenção notável ao manter o foco militar em proteger nossas tropas e cidadãos”. Ele completou que Trump “poderá decidir que é necessário agir para encerrar o enriquecimento iraniano”. Trump também manifestou sua posição em publicações na plataforma Truth Social. “Agora temos controle total e completo do espaço aéreo sobre o Irã", disse. "O Irã tinha bons rastreadores de céu e outros equipamentos defensivos, e em grande quantidade, mas não se comparam aos fabricados pelos Estados Unidos.” Em seguida, alertou o aiatolá do Irã, Ali Khamenei: “Sabemos exatamente onde o chamado ‘Líder Supremo’ está escondido", revelou. "Ele é um alvo fácil, mas está seguro lá — Não vamos eliminá-lo (matar!), pelo menos por agora. Mas não queremos mísseis disparados contra civis ou soldados norte-americanos. Nossa paciência está se esgotando.” Congresso debate limites da autoridade de Trump para atacar o Irã Enquanto o cenário de possível ofensiva militar se desenha, o Congresso norte-americano evita posicionamentos diretos sobre a necessidade de autorização legislativa para que Trump ataque o Irã. Líderes do Senado têm se esquivado da questão e alegado que os limites da autoridade do presidente como comandante em chefe das Forças Armadas são debatidos há muito tempo. O líder da maioria no Senado, John Thune, limitou-se a dizer: “Essas questões têm sido debatidas, litigadas por muito tempo sobre… quanta autoridade o presidente tem como comandante em chefe”. Já o líder da minoria democrata, Chuck Schumer, afirmou em coletiva de imprensa: “Acredito que o Congresso e o Senado, os democratas do Senado, se necessário, não hesitarão em exercer nossa autoridade.” Fontes ouvidas pelo Axios relataram que senadores pressionam Schumer nos bastidores pela manutenção da flexibilidade militar dos Estados Unidos diante da situação. Paralelamente, cresce o movimento liderado pelo senador Tim Kaine, que busca apoio entre republicanos para aprovar uma resolução de poderes de guerra. O senador Rand Paul, considerado o republicano mais propenso a apoiar a resolução, ainda não declarou sua posição. Ele sustenta que a exige autorização do Congresso para ataques militares. No entanto, mesmo que a resolução fosse aprovada no Senado, ainda teria de passar pela Câmara dos Deputados, de maioria republicana, e enfrentaria provável veto de Trump, o que exigiria maioria qualificada para ser derrubado. Autoridades influentes, como o presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, Roger Wicker, e o presidente do Comitê de Relações Exteriores, Jim Risch, se recusaram a comentar o tema e o classificaram como “sensível” e uma “questão muito complicada”. Ainda assim, alguns senadores republicanos sugeriram apoio tácito ao presidente. “Uma única incursão de bombardeio, historicamente, não foi entendida como requerente de autorização do Congresso”, afirmou Ted Cruz. Perguntado sobre a necessidade de autorização legislativa para um ataque ao Irã, Lindsey Graham foi direto: “Não”. Leia também:  , artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste O post .
9 parlamentares do PT apresentaram emendas da Contag; veja Parlamentares de diversos partidos, sobretudo da esquerda, apresentaram emendas a uma medida provisória com textos elaborados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade investigada por envolvimento em esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. A apuração é do portal Metrópoles e confirmada por Oeste. Segundo a reportagem, a análise dos metadados dos arquivos das emendas revelou que 96 das 578 proposições apresentadas foram redigidas pela Contag ou por uma advogada vinculada à confederação. Os documentos, apesar de assinados por deputados e senadores, trazem como autores os nomes ligados diretamente à entidade. A , publicada no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro, tinha como objetivo combater fraudes na concessão de benefícios previdenciários. Entre as propostas da medida, estava a exigência de revalidação anual das autorizações para descontos associativos em aposentadorias e pensões. Depois de forte atuação de entidades como a Contag, o Congresso modificou esse trecho e estabeleceu revalidação a cada três anos — mudança que, na prática, jamais entrou em vigor. Em 2022, outra medida provisória revogou definitivamente essa exigência. + Leia mais notícias de   em Oeste Entre os 15 parlamentares que apresentaram emendas redigidas pela Contag, nove pertencem ao Partido dos Trabalhadores. São eles os deputados federais Zé Neto (BA), Patrus Ananias (MG), Valmir Assunção (BA), Marcon (RS) e Rubens Pereira Júnior (MA), além dos senadores Humberto Costa (PE), Jaques Wagner (BA), Jean Paul Prates (RN) e Paulo Rocha (PA). Também integram a lista Jandira Feghali (Psol-RJ), Otto Alencar Filho (PSD-BA), Daniel Almeida (PCdoB-BA), Celso Maldaner (MDB-SC) e Tereza Nelma (PSD-AL). Um parlamentar do PL, partido de Jair Bolsonaro, também figura entre os autores: João Carlos Bacelar (BA), que apresentou duas emendas com metadados da Contag. Bacelar, procurado, negou ter qualquer vínculo com a Contag e disse não saber a origem das emendas. Feghali, por sua vez, afirmou que “as emendas da Contag chegaram ao seu gabinete da mesma forma que várias outras demandas”, via e-mail, depois de contato direto. Ela declarou ainda que mantém “relação institucional com todas as entidades que defendem os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, e negou a prática de aceitar proposições redigidas por terceiros. Emendas refletem alinhamento com a Contag Já Zé Neto afirmou que suas emendas visavam a proteger sindicatos e associações rurais. Disse ainda que os textos “não têm uma linha, uma vírgula com nada relacionado essa questão das fraudes” e que sua atuação se deu em conjunto com a bancada do PT. Ele foi autor de 11 proposições com metadados da Contag. Costa, à época líder do PT no Senado, afirmou que, se apresentou emendas, foi “em nome da bancada”. Também com 11 emendas de autoria da Contag, Prates reforçou que as propostas foram feitas em resposta a demandas de categorias ligadas ao PT e que não tinham o objetivo de favorecer grupos irregulares, mas de garantir atuação de sindicatos “honestos”. As emendas repetem argumentos técnicos e jurídicos semelhantes, especialmente no que diz respeito à revalidação das autorizações de desconto. Um trecho recorrente nos textos diz que “revalidar cada autorização anualmente torna o desconto da mensalidade social praticamente inviável”. image Senador Humberto Costa apoia o atual governo federal | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Em outro ponto, os autores argumentam que a revalidação anual traria “inviabilidade operacional” às entidades, “haja vista a movimentação diária de autorizações feitas por todas as entidades que mantêm Acordo de Cooperação com o INSS”. , por meio de sua assessoria, informou que se opôs à MP 871/2019 por entender que se tratava de um “pente-fino” que poderia resultar na retirada de benefícios de populações vulneráveis. Ressaltou ainda que sua atuação sempre foi alinhada com os trabalhadores e que não operou para “relaxamento no combate às fraudes”. Dos 15 parlamentares que assinaram as emendas com conteúdo da Contag, apenas seis responderam ao Metrópoles. Permaneceram sem resposta os deputados e ex-deputados Maldaner, Almeida, Marcon, Alencar Filho, Ananias, Rocha, Pereira Júnior, Nelma e Assunção. Leia também:  , artigo de Tiago Pavinatto publicado na Edição 267 da Revista Oeste O post .