Os liberais precisam ser mais conservadores se quiserem lutar contra o progressismo Estou cada vez mais convencido de que o problema central do , hoje, é — mais do que qualquer outra coisa — um problema cultural. A falência de um Estado de Direito é a consequência da morte do modelo cultural que o fundamenta. Como disse Niall Furgson em Civilização: Ocidente x Oriente: “Hoje [...] a maior ameaça à civilização ocidental vem não de outras civilizações, e sim de nossa própria pusilanimidade — e da ignorância histórica que a alimenta”. O que a nossa mente cientificista e ideologizada não entende mais é que a democracia, assim como a liberdade, precisa de um solo seguro para se fiar. Não é a mera formalidade de uma escrita constitucional, o juridiquês pomposo nem a pureza política dos pais fundadores dos que fizeram daquele país uma democracia real, onde os direitos individuais são respeitados num nível profundo. Foram, antes, as convicções culturais de seu povo que, sustentados num senso comum real e participativo, numa certeza amplamente difundida e aclimatizada na sociedade, defendiam, num nível elementar, aquelas certezas expressas no documento constitucional. Ora, não foi a que fez aparecer a democracia republicana liberal dos EUA, mas sim as convicções liberais da cultura popular norte-americana. Se o povo norte-americano fosse centralizador e amplamente contrário às teses da Constituição liberal, então, em menos de 50 anos depois da carta fundadora, os EUA teriam se tornado mais uma republiqueta coletivista como tantas outras nas Américas. Não tenho dúvidas. + Leia mais notícias de em Oeste Ou seja, belas palavras em um texto, sem que os indivíduos, os agentes políticos e jurídicos de fato acreditem nos valores que elas veiculam, é como pregar a beleza da castidade em um prostíbulo. É tão bonito quanto ineficiente. Se o homem comum não tiver a percepção de que a defesa da liberdade de expressão e da dignidade humana, por exemplo, não é mera preocupação gourmet de eruditos encastelados, mas que, antes, a falta dessa liberdade e dignidade é um problema fundamental que o machuca de forma literal. Isto é, se o João e a Maria não tiverem imbuídos dessa consciência ante suas tradições, então dificilmente teremos um país com uma democracia liberal real para além das palavras bonitas em cadernos oficiais. A cultura importa Há duas semanas, estive no , em Porto Alegre, e, seja em conversas breves nos corredores, ou em debates longos em cafés da região com alguns palestrantes, notei que as soluções liberais para o país, em pelo menos uns 90% dos casos, passam por meras reformas políticas e jurídicas. Quase nenhuma delas tocam num espectro cultural mais profundo, de uma tomada de consciência social de nossas tradições liberais. "A cultura é o meio pelo qual refletimos, reforçamos, criticamos e defendemos as bases de nossa civilização" Pedro Henrique Alves Acredito piamente que o trabalho principal dos defensores da liberdade está na exposição inteligente e no convencimento estratégico das populações, sobre os valores do Ocidente — isto é, daqueles princípios que gestaram a própria democracia moderna. A cultura é o meio pelo qual refletimos, reforçamos, criticamos e defendemos as bases de nossa civilização. Se não damos atenção a ela, então a deixamos vulnerável aos ataques de ideologias antiocidentais. A cultura é o principal meio pelo qual defendemos efetivamente a liberdade, pois a liberdade é próprio fruto da cultura ocidental. Por isso, é preciso retomar uma postura ativa na defesa dessa cultura, reassumir uma ação coordenada entre liberais e conservadores na defesa ajustada e firme das heranças morais, , históricas de nossa civilização. Como disse Jonah Goldberg em seu excelente livro O Suicídio do Ocidente, a única maneira de salvar o Ocidente é voltar a defendê-lo de forma frontal, corajosa e inteligente. Nunca isso foi tão evidente. Liberais, sejam mais conservadores Tal defesa cultural, obviamente, passa pela defesa da moralidade tradicional, como a da família tradicional, do conceito firme de verdade intelectiva, do direito parental à educação moral e religiosa da prole e do afastamento do Estado das escolhas individuais e familiares. O que muitos liberais não entenderam é que a liberdade econômica e política só existe porque a herança ética do Ocidente preparou o campo para ela brotar e defender o fruto enquanto se mata o solo é uma equação idiota e sem sentido algum. Hoje entendo a forte frase de Roger Scruton em Conservadorismo: Um Convite à Tradição: “O liberalismo só faz sentido no contexto social que o conservadorismo defende”. Por isso, afirmo com tranquilidade que cada dia mais os liberais deveriam ser, em certa medida, mais conservadores — principalmente no Brasil. Pois, quando o assunto é debater e defender publicamente as tradições morais, políticas e filosóficas do Ocidente, os conservadores sempre estiveram na dianteira, e somente há poucas décadas alguns assumidamente liberais tomaram para si algumas trincheiras culturais nessa guerra. Não falo, é claro, daquele conservadorismo tradicionalista, que quer verter a sociedade numa releitura medieval tosca que paira entre o monastério com redes sociais e um convento com fast food. Refiro-me antes àquele conservadorismo maduro que conseguiu equalizar a modernidade com os valores da tradição ocidental. Isto é: a defesa de uma ordem social baseada em princípios morais comuns, na relação social orgânica dos indivíduos na sociedade — aquilo que Burke chamava de “pequenos pelotões” —, e a liberdade econômica e autonomia do indivíduo ante o coletivo do Estado. "A liberdade é o chão que pisamos e o ar que respiramos, e não uma abstração" Pedro Henrique Alves Os liberais, em grande parte, ainda têm uma visão excessivamente tecnocentrista de política. Acham que mudar as configurações da máquina ou rearranjar as peças no tabuleiro são os meios adequados de reação quando a própria máquina já está pré-estabelecida no modo “empoderamento de si próprio”, quando o jogo já está viciado em dar sempre a vitória para aqueles que governam sob a ideologia oficial. A única forma de restituir liberdade ao indivíduo ante o Estado e devolver ao Ocidente a sua identidade — em especial no Brasil —, repito, é vaporizar inteligentemente a consciência da nossa herança político-moral nas pessoas, arranjar meios pedagógicos e midiáticos de transferir ao homem comum os valores éticos do Ocidente que lhes foram escondidos ou tomados. É preciso fazê-lo entender que de sua cachaça à prosa com a mulher no fim do dia, tudo tem a ver com a liberdade e com a autonomia que o Estado e os juízes do estão tentando roubar dele. A liberdade é o pão. A liberdade é o chão que pisamos e o ar que respiramos, e não uma abstração. É a única maneira de defender efetivamente essa liberdade é defender as raízes, os fundamentos. Nessa luta, conservadores e liberais são complementares. Se quisermos continuar com liberdade e ordem moral ocidental, é bom que ambos os lados deixem o nojinho ideológico de lado. O post .
TCU alerta sobre riscos fiscais na gestão orçamentária do governo Lula O Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um alerta sobre o risco de práticas parafiscais na gestão orçamentária do governo, que podem comprometer a credibilidade das contas públicas e impactar negativamente indicadores macroeconômicos. Um exemplo é a desvalorização do real e o aumento das expectativas de inflação. + Leia mais notícias de Política em Oeste Uma auditoria em andamento analisa a utilização de recursos extraorçamentários para financiar e executar gastos públicos. O ministro Bruno Dantas, responsável pela relatoria do processo, convocou uma audiência pública para discutir as descobertas preliminares com a equipe econômica e parlamentares envolvidos na elaboração do Orçamento de 2026. O objetivo é apresentar os principais achados da auditoria, que deve ser concluída em maio, e debater as implicações dessas práticas. Entre os pontos identificados está o não recolhimento de receitas públicas à Conta Única do Tesouro, evidenciado no PL 3.335/2024. Esse projeto de lei propõe o repasse direto de R$ 13,6 bilhões da exploração de petróleo e gás para a Caixa Econômica Federal, destinados ao Novo Auxílio Gás, sem passar pelo Orçamento Geral da União. Outro ponto são os honorários advocatícios de advogados públicos, desde 2017, que somam R$ 14,9 bilhões em tratamento extraorçamentário. Uso de fundos privados e públicos por parte do governo Lula image Auditoria destaca uso de fundos provados para políticas públicas do governo Lula, fora da Lei Orçamentária Anual | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil A auditoria também destaca o uso de fundos privados para políticas públicas, como o Programa Pé-de-Meia, financiado sem autorização na Lei Orçamentária Anual. Houve também um acordo para repassar R$ 29,75 bilhões do Fundo Rio Doce diretamente ao BNDES, sem trânsito pelo Orçamento Geral da União. Leia mais: , reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 265 da Revista Oeste A utilização de fundos públicos em políticas de crédito é outra preocupação. Foram identificados repasses de mais de R$ 30 bilhões ao BNDES em 2024 e uma transferência na faixa 4 do Programa Minha Casa, Minha Vida como receitas financeiras, sem impacto direto no resultado primário, mas com potencial repercussão na dívida líquida do setor público. TCU alerta para riscos fiscais A falta de transparência na gestão de fundos públicos e privados é um ponto central. A ausência de uma plataforma centralizada e acessível ao público, que reúna informações atualizadas sobre fundos usados para políticas públicas, compromete a integridade e sustentabilidade fiscal. Leia também: , reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 265 da Revista Oeste O TCU alertou para riscos de conflitos entre as políticas fiscal e monetária. Esses conflitos podem resultar na elevação das expectativas de inflação, aumento das taxas de juros, descontrole da dívida pública e encarecimento do crédito ao consumidor. O post .
Faroeste à Brasileira: assista ao programa de 18/4/2025 O programa Faroeste à Brasileira vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 14h às 16h, com apresentação de Tiago Pavinatto. Os comentários são de Ana Paula Rocha, Luís Artur Nogueira e Marcelo Suano. Convidado do dia: Claudio Caivano, Guta Pini e Janaína Lima. Acompanhe os destaques desta edição do Faroeste à Brasileira Alckmin usa meme com Lady Gaga para celebrar alta do turismo; Ministros do STF dizem que Supremo não pode desprezar crítica internacional sobre "poder excessivo"; Lideranças do Congresso veem cenário favorável no STF para redução de penas; Transparência Internacional critica asilo a ex-primeira-dama do Peru concedido por Lula; ; Fim da escala 6x1 pode causar corte de até 18 milhões de empregos, diz estudo; ; De Drauzio Varella a Raí: sob a sombra de Tarcísio, esquerda paulista cogita até celebridades para disputa do governo; ; Sidônio culpa Bolsonaro por governo Lula ruim: "Faltou comunicar a herança que encontrou"; e Conta de luz: desconto para mais pobres pode custar R$ 4,5 bilhões para outros consumidores.. + e veja todas as edições do Faroeste à Brasileira O post .
Defesa de Braga Netto questiona exibição de vídeos por Moraes: ‘Extrapolam os limites’ Os advogados do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, apresentaram na terça-feira 15 embargos de declaração contra a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que o tornou réu por suposta tentativa de golpe. O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi julgado na mesma ocasião. Um dos pontos do recurso se refere aos vídeos exibidos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, durante seu voto. “Como se constata pelos vídeos da sessão e notas taquigráficas que compõem o acórdão, na edição apresentada em Plenário também constam vídeos referentes a episódios ocorridos nos dias 12 e 24 de dezembro de 2022, que extrapolam os limites da narrativa acusatória”, afirma o recurso assinado por José Luis Oliveira Lima e outros advogados. + O documento lembra que fatos constantes do vídeo, como um atentado à bomba em Brasília, “não fazem parte das imputações descritas na inicial oferecida em face do Gen. Braga Netto e outros”. Os advogados esclarecem que não questionam “a possibilidade de o magistrado utilizar-se de fatos notórios para decidir”, mas de “se respeitar estritamente os limites da acusação, senão a atuação jurisdicional deixa de ser equidistante e favorece a acusação”. “É exatamente o que ocorreu ao se trazer aos autos os episódios não narrados na denúncia, em um verdadeiro reforço à materialidade por meio de vídeos desses episódios alheios ao objeto da denúncia. Ressalta-se que o Exmo. Relator explicitou que fez a apresentação da sequência de vídeos com o fim de ‘comprovação da materialidade dos delitos’”, afirmou a defesa do Braga Netto. Em razão disso — para não haver violação da garantia constitucional de equidistância entre o juízo e as partes —, os advogados pedem “supressão completa de tais referências do acórdão ora embargado”. Defesa de Braga Netto também questiona acesso a provas e delação de Mauro Cid Os advogados do general também reiteram que não tiveram acesso integral às provas, referindo-se a materiais brutos, como vídeos integrais. “Não se questionou o acesso aos elementos informativos que a Polícia Federal produziu, selecionando determinados elementos de prova e filtrando o volume total de informações. Mas é fato que esse acesso não é ‘amplo e total’, nem irrestrito, como deveria ser”, sustentaram os advogados. Outro ponto questionado pela defesa foi a omissão da Turma ao analisar os pedidos de nulidade da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Na defesa prévia, os advogados haviam listado quatro ilegalidades na delação, não analisadas no julgamento. A primeira questão diz respeito ao fato de o acordo ter sido firmado sem a anuência ministerial, a qual é condição de sua eficácia, conforme a jurisprudência mais atual (PET 8.482/DF). A segunda consiste na ausência de voluntariedade, comprovada a partir de áudios veiculados pela revista “VEJA Online”, em que Mauro Cid se refere à Polícia Federal dizendo que “eles queriam que eu falasse coisa que eu não sei, que não aconteceu” e que “eles queriam só que eu confirmasse a narrativa deles”; assim como pela prisão do colaborador até o momento em que veio a retificar seus depoimentos para, entre outros pontos, incriminar o Gen. Braga Netto. Já a terceira reside nas incontáveis inconsistências entre as versões que o colaborador apresentou nos diversos depoimentos por ele prestados. Por fim, a quarta questão que macula a colaboração premiada de Mauro Cid cinge-se à interferência ilegal do Judiciário no acordo, por ter o Exmo. Relator, em audiência de esclarecimento, se aprofundado no mérito da delação, conduzido o depoimento do colaborador e solicitado expressamente que este fizesse menção a fatos envolvendo o ora Embargante (PET 11.767 – e-peça 77 – pg. 198). Segundo a defesa, a atuação de Moraes “extrapola os limites estabelecidos pela legislação para a condução do acordo de colaboração premiada, pois, como consolidado por essa Corte, se trata ‘de negócio jurídico processual personalíssimo celebrado entre o Ministério Público e o colaborador, do qual não participa o Poder Judiciário’”. + Leia mais notícias de <a href="http://www.revistaoeste.com/politica" rel="nofollow">Política</a> em Oeste Os advogados também lembram que a decisão do STF não se manifestou sobre a nulidade da delação requerida em razão de áudios divulgados pela revista Veja “nos quais o colaborador afirmou que estaria sendo induzido pela Polícia Federal a revelar fatos que não eram verdadeiros”. O post .
Faroeste à Brasileira: assista ao programa de 17/4/2025 O programa Faroeste à Brasileira vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 14h às 16h, com apresentação de Tiago Pavinatto. Os comentários são de Ana Paula Rocha, Luís Artur Nogueira e Marcelo Suano. Convidado do dia: Marcelo Bella. Acompanhe os destaques desta edição do Faroeste à Brasileira ; Ex-primeira-dama do Peru vai a São Paulo depois de receber asilo do Brasil; Moraes é juiz com "poder excessivo" e Supremo deve exercer "moderação", diz The Economist; Governo Lula autoriza envio de R$ 27 milhões ao STF; Quase metade dos brasileiros não confia no STF, diz pesquisa; PGR avalia contestar decisão de Alexandre de Moraes que retaliou Judiciário da Espanha ao barrar extradição; ; Sidônio culpa Bolsonaro por governo Lula ruim: "Faltou comunicar a herança que encontrou"; De saída do PSDB, Eduardo Leite vai se filiar ao PSD, de Gilberto Kassab; Conta de luz: desconto para mais pobres pode custar R$ 4,5 bilhões para outros consumidores; e . + e veja todas as edições do Faroeste à Brasileira O post .
Italo Marsili pode se filiar ao Novo para disputar o governo do RJ O médico e empresário Italo Marsili pode se filiar ao partido <a href="http://revistaoeste.com/tag/novo" rel="nofollow">Novo</a> nos próximos dias com o objetivo de disputar o governo do Estado do <a href="http://revistaoeste.com/tag/rio-de-janeiro" rel="nofollow">Rio de Janeiro</a> em 2026. Nesta quarta-feira, 16, ele se reuniu em Belo Horizonte com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), um dos principais nomes da legenda. A Oeste, Marsili revelou que as conversas com o partido “estão muito avançadas”. Recentemente, o empresário destacou que sua candidatura não se trata de uma questão de "utopia política", mas uma necessidade real de transformação no Estado. + Leia mais notícias de <a href="http://revistaoeste.com/politica" rel="nofollow">Política</a> em Oeste Conhecido por sua atuação nas redes sociais, onde soma 2,2 milhões de seguidores, Marsili conquistou notoriedade com cursos sobre desenvolvimento humano, certificações para psicoterapeutas e projetos voltados ao aprimoramento pessoal. Recentemente, ampliou sua atuação ao inaugurar a Faculdade Mar Atlântico, que oferece cursos nas áreas de medicina, Direito e filosofia. Italo Marsili pretende focar em segurança, saúde e investimentos Marsili pretende estruturar um programa de governo baseado em três pilares: segurança pública, saúde e educação. Ele afirma que o Estado precisa se tornar atrativo para investimentos nacionais e estrangeiros, especialmente nos setores de tecnologia e energia. image José Roberto Mello Porto, ex-ministro Marco Aurélio e Italo Marsili | Foto: Reprodução/Redes sociais “Precisamos de um pacote de desburocratização para que empresas norte-americanas, chinesas ou árabes queiram investir no Rio", destacou. "O que falta é um ambiente favorável para empreender.” Do mundo digital ao impacto real Questionado sobre o peso de sua popularidade nas redes sociais, o empresário minimizou. “O que as pessoas veem é que o Italo é um cara de alguns milhões de seguidores no YouTube, mas isso não é nada e não leva ninguém à política", disse o <a href="http://instagram.com/italomarsili" rel="nofollow">empresário</a>. “Minha conexão maior é no mundo real, com políticos, empresários e pessoas do terceiro setor." Entre seus parceiros estratégicos está José Roberto de Mello Porto, defensor público e sobrinho do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. Juntos, fundaram o curso de Direito da faculdade administrada por Marsili. O corpo docente inclui nomes como Michel Temer, Luiz Fux e André Mendonça. O post .
Hamas enfrenta crise severa, afirma jornal O Hamas, grupo terrorista que administra a Faixa de Gaza e deu início a uma guerra com Israel há um ano e meio, enfrenta uma crise financeira severa e não tem dinheiro nem para pagar os terroristas que atuam como combatentes. A informação é do https://www.wsj.com/world/middle-east/hamas-finances-fighters-payments-gaza-f98df760?mod=hp_lead_pos7 . No mês passado, Israel interrompeu o fornecimento de suprimentos humanitários, frequentemente roubados pelos terroristas e vendidos pelo grupo para gerar fundos. Ataques israelenses eliminaram oficiais do Hamas, responsáveis pela distribuição de dinheiro, e forçaram outros a se esconderem, conforme autoridades árabes, israelenses e ocidentais consultadas pelo WSJ. + O Exército israelense informou que eliminou um doleiro crucial para o financiamento terrorista do Hamas, além de integrantes de altos cargos políticos, o que intensificou a pressão financeira sobre o grupo. Muitos funcionários do governo de Gaza tiveram seus salários suspensos, enquanto terroristas seniores do Hamas passaram a receber apenas metade de seus vencimentos durante o Ramadã. O salário dos combatentes de base do Hamas era de US$ 200 a US$ 300 por mês, o que reflete a crise econômica que o grupo enfrenta. Israel minou estratégias financeiras do Hamas Métodos tradicionais de pagamento, como mensageiros que transportam dinheiro ou pontos de desembolso fixos, tornaram-se alvos fáceis para as forças israelenses. "Mesmo que tenham grandes quantias, a distribuição é limitada", afirmou ao WSJ Eyal Ofer, especialista na economia de Gaza. O Hamas não respondeu ao pedido de entrevista sobre sua situação financeira ou métodos de obtenção de fundos. Antes do conflito, o Hamas recebia US$ 15 milhões mensais do Catar e levantava fundos em regiões como África Ocidental e Reino Unido, acumulando cerca de US$ 500 milhões, grande parte na Turquia. + Leia mais notícias de   em Oeste Com o início das guerra — depois do ataque terrorista que deixou 1,2 mil mortos em Israel —, o governo de Benjamin Netanyahu restringiu severamente a transferência de dinheiro físico para Gaza, forçando o grupo a buscar maneiras de contornar essas restrições. No início, o Hamas desviou cerca de US$ 180 milhões de agências do Banco da Palestina, segundo autoridades ouvidas pelo WSJ. Além disso, utilizou o fluxo de bens humanitários e comerciais para criar novas fontes de renda, cobrando impostos de comerciantes, taxas alfandegárias e confiscando mercadorias para revenda. + Dinheiro estrangeiro também foi usado para adquirir bens humanitários, que eram vendidos em Gaza para gerar mais recursos. Mesmo com essas estratégias, o Hamas estava à beira de uma crise de liquidez antes do cessar-fogo de janeiro, que trouxe um fluxo de ajuda para Gaza, permitindo ao grupo reabastecer seus cofres. Israel pretende enfraquecer grupo terrorista Contudo, essas fontes de financiamento se fecharam quando Israel bloqueou as fronteiras de Gaza para suprimentos humanitários em março, agravando ainda mais a situação financeira do grupo. image Caminhões de ajuda humanitária a caminho da Faixa de Gaza | Foto: Reprodução/X/@DrTedros Moumen Al-Natour, advogado palestino de Gaza, destacou a crise enfrentada pelo Hamas em obter dinheiro. Ele participa de um movimento de oposição crescente ao governo do grupo e ressalta que muitos funcionários públicos afiliados ao Hamas dependiam da venda de ajuda humanitária no mercado negro para receber seus salários. Organizações humanitárias criticaram o bloqueio imposto por Israel, alertando que pode resultar em fome extrema para os 2 milhões de habitantes de Gaza. Israel, por sua vez, afirma que o bloqueio enfraquece o controle do Hamas. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou que o país está desenvolvendo um novo plano para distribuir ajuda por meio de parceiros civis. O post .
Integrantes do CV fogem de presídio e vão a churrascaria com policial Dois membros da facção criminosa (CV) fugiram do Centro de Reabilitação Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT), e se encontraram com um policial penal em uma churrascaria em Cuiabá. Depois da refeição, a dupla desapareceu. Gilmar Reis da Silva, conhecido como Vovozona, e Thiago Augusto Falcão de Oliveira tiveram a ajuda do agente Léo Márcio da Silva Santos para fugir em 2023. O trio foi alvo da Operação Shadow, que a Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira, 14. Duas mulheres presentes ao almoço deram apoio ao esquema de fuga dos presos. CV contou com assinaturas ilegais Conforme a investigação, o plano de fuga, em 14 de julho de 2023, teve auxílio de dois policiais penais que trabalhavam na penitenciária e de pessoas de fora da unidade prisional. O planejamento teve também assinaturas para saídas ilegais, trocas de veículo, demora intencional e omissão de informações na comunicação da fuga às autoridades. A operação aberta nesta segunda cumpriu 35 ordens judiciais contra o pela fuga do líder Gilmar e de Thiago. Os dois policiais penais estão sob investigação por facilitar a fuga de pessoa legalmente presa e integrar organização criminosa. A Polícia Civil apurou que, no dia da fuga, houve uma movimentação atípica na penitenciária, quando Thiago e o policial penal Adão Elias Junior, que era diretor da instituição na época, se encontraram em uma sala sem monitoramento. Gilmar, que é de alta periculosidade e um dos líderes do Comando Vermelho, não teria permissão para sair da unidade prisional, mas, com a autorização assinada, se escondeu atrás de uma parede no local em que presos trabalham. Ele, então, entrou em uma caminhonete F-250 do próprio Sistema Penitenciário. Operação incluiu troca de veículos O veículo teve a condução do policial Léo Márcio, com os dois criminosos, e estaria apresentando problemas mecânicos no dia do caso. No caminho, foi decidido que eles trocariam de carro. Eles buscaram uma caminhonete Toyota Hilux que pertence a Gilmar. A troca ocorreu para que a caminhonete do Sistema Prisional fosse levada a uma oficina. Os bandidos buscaram a caminhonete Hilux na residência do criminoso. Os detentos seguiram sozinhos no veículo. Em seguida, foram até a oficina, onde encontraram novamente com o policial penal e seguiram para uma churrascaria na Avenida Miguel Sutil, na capital. + Leia mais notícias de na Oeste O post .
The Economist questiona imparcialidade do STF para julgar Bolsonaro Em editorial publicado nesta quarta-feira, 16, a revista britânica The Economist levantou dúvidas sobre a imparcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto, intitulado A Suprema Corte do Brasil está em julgamento, argumenta que o STF concentra poder em excesso e é influenciado por motivações políticas, especialmente no caso que envolve o ex-mandatário. + Leia mais notícias de   em Oeste O artigo reconhece que a democracia brasileira foi duramente golpeada nas últimas décadas, em grande parte por causa da corrupção generalizada. Cita que todos os presidentes desde 2003 enfrentaram acusações criminais. “Dilma Rousseff foi impichada por maquiar as contas públicas", recorda. "Lula foi preso por corrupção e agora é novamente presidente. Jair Bolsonaro, um agitador de extrema direita, supostamente tramou um golpe para se manter no poder depois de perder a eleição de 2022, e em breve será julgado.” Bolsonaro será julgado por STF imparcial, diz revista Contudo, a Economist alerta que há outro problema na democracia brasileira: juízes com poder demais, “e nenhuma figura encarna isso mais do que ". O texto ressalta que desde o julgamento do mensalão em 2012, o STF ampliou sua atuação e assumiu um protagonismo que, segundo o jornal, deveria caber a instituições eleitas. A publicação critica a condução do processo contra Bolsonaro por uma câmara de cinco ministros, e não pelo plenário completo da Corte. Desses cinco, dois são ligados diretamente a Lula: um foi seu ex-ministro da Justiça, outro seu advogado pessoal. “O julgamento, portanto, corre o risco de reforçar a percepção de que a Corte é guiada tanto pela política quanto pela lei.” <img src="https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2025/03/lula6312.webp"/>Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa depois de virar réu no STF | Foto: Lula Marques/Agência Brasil A revista lembra ainda a reversão da condenação de Lula em 2021, que ocorreu por “motivos processuais”, depois de a operação Lava Jato ter levado dezenas de políticos e empresários à prisão. Em 2023, o próprio presidente da Corte teria “se gabado” de que o tribunal “derrotou Bolsonaro”. O texto denuncia decisões “arbitrárias e impróprias” por parte de ministros como Dias Toffoli, https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=513517&ori=1 , e Gilmar Mendes, que “organiza encontros luxuosos frequentados por pessoas influentes que frequentemente têm processos na Corte”. Moraes na mira da Economist Mas é sobre Moraes que o editorial concentra críticas mais incisivas. O ministro é descrito como alguém que “tem liderado investigações contra Bolsonaro, mas está em conflito de interesses, pois foi alvo de ataques do ex-presidente”. Moraes também é acusado de travar uma “cruzada contra discursos antidemocráticos na internet” e usar poderes “extraordinariamente amplos” que “atingiram desproporcionalmente atores da direita”. A revista cita a ordem de Moraes para que a plataforma X, de Elon Musk, removesse centenas de contas pró-Bolsonaro, muitas vezes sem explicação, além de ter bloqueado a rede social por mais de um mês e congelado contas bancárias da Starlink. Diante das críticas, Moraes teria reagido com arrogância. “Questionado no ano passado sobre se a Corte deveria adotar um código de ética, como fez a Suprema Corte dos EUA em 2023, Moraes afirmou que ‘não há a menor necessidade’.” Qual a solução? Ainda que o texto reconheça que o STF atue dentro da legalidade e com respaldo da Constituição brasileira — considerada uma das mais longas do mundo —, demonstra que esse arranjo permite que um único ministro tome decisões monocráticas com impactos profundos. A publicação conclui com um alerta triplo: a expansão sem freios do Supremo ameaça a qualidade de suas decisões, corrói seu apoio popular — que caiu de 31% de avaliação positiva em 2022 para apenas 12% — e pode transformá-lo em “um instrumento de impulsos iliberais que sufocam a liberdade, em vez de protegê-la”. Como saída, a Economist sugere moderação por parte do próprio STF. Recomenda que o julgamento de Bolsonaro seja feito pelo plenário completo, junto aos dois ministros indicados pelo ex-presidente, e que decisões monocráticas sobre questões políticas sensíveis sejam evitadas. Depois do julgamento, propõe que o Congresso reassuma a responsabilidade sobre a regulação do discurso on-line e o afaste das mãos de Moraes. “Os brasileiros já perderam a confiança em dois dos três poderes", destaca. "É essencial evitar uma crise total de confiança no terceiro.” Leia também:  , artigo de Branca Nunes publicado na Edição 212 da Revista Oeste O post .
Mourão critica asilo a ex-primeira dama do Peru: ‘Claro uso político’ O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) criticou a concessão de asilo político à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, autorizada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Nadine foi condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro nesta terça-feira, 15. Em entrevista a Oeste, Mourão classificou a decisão como um “claro uso político e indevido” do instrumento diplomático e disse que a medida visa a blindar uma pessoa “julgada culpada com grande lastro de provas materiais”. + Leia mais notícias de <a href="http://www.revistaoeste.com/politica" rel="nofollow">Política</a> em Oeste “Na minha visão, a concessão do asilo político para Nadine Heredia, condenada em seu país em um caso de corrupção transnacional ocorrida durante outros governos do PT, é errada”, afirmou o general da reserva. Para Mourão, a decisão do Brasil de acolhê-la politicamente reflete a recorrente associação dos governos petistas com casos controversos de corrupção na América Latina. Em sua avaliação, trata-se de um novo capítulo do “alinhamento ideológico” que, segundo ele, tem custado caro à reputação brasileira no cenário externo. Neste cenário, o parlamentar foi direto ao criticar o papel do Ministério das Relações Exteriores no episódio. “Neste governo Lula, bem como nos outros do PT, esse tipo de coisa não me surpreende", disse. "O que é lamentável, de fato, é ver o MRE colocar sua tradição de profissionalismo na lama por conta de ideologias ultrapassadas.” Perguntado sobre o impacto da medida na imagem do Brasil, Mourão avaliou que o país se posiciona, mais uma vez, “do lado errado da história”. “Sim, podemos considerar exatamente assim, porque esse é o caso, por isso enterraram a Lava Jato”, disse, em referência à operação anticorrupção que foi desarticulada nos últimos anos. O senador também criticou o uso de aviões das Forças Armadas no transporte de Nadine até Brasília. “Teriam muitas outras possibilidades para trazê-la para Brasília", considerou. "Quem vai pagar esse combustível? Óbvio que nós, contribuintes.” Peru condena ex-presidente por receber propina da Odebrecht O Poder Judiciário do Peru condenou Nadine e seu marido, o ex-presidente Ollanta Humala, a 15 anos de reclusão em regime fechado, por lavagem de dinheiro, nesta terça-feira, 15. Ele já se encontra encarcerado. Para Nadine, a condenação a 15 anos de prisão foi unânime, e o tempo de cumprimento será reduzido em oito meses e 16 dias. Como não compareceu à audiência, a juíza Nayko Coronado determinou a emissão de um mandado de prisão contra a ex-primeira-dama. Durante a leitura da sentença, a juíza afirmou que os réus foram considerados culpados pelo crime de lavagem de dinheiro agravada, relacionada aos recursos ilícitos recebidos pelo Partido Nacionalista para as campanhas presidenciais de 2006 e 2011, com origem na Venezuela . O tribunal concluiu que em ambas as campanhas houve um modus operandi caracterizado pela ocultação dos recursos ilícitos, com uso de laranjas, movimentações financeiras atípicas e contratos de trabalho simulados. image Lula, depois de jantar no Palácio do Governo do Peru com a então primeira-dama Nadine Heredia e o então presidente peruano Ollanta Humala | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula O Ministério das Relações Exteriores do Peru informou que Nadine entrou na manhã desta segunda-feira, 14, na sede da Embaixada do Brasil em Lima para solicitar asilo diplomático. “A senhora Heredia solicitou asilo a esse país em conformidade com o que estabelece a Convenção sobre Asilo Diplomático de 1954, da qual Peru e Brasil são signatários”, informou. Firmada em Caracas pelos Estados membros da Organização dos Estados Americanos (OEA), a   estabelece que o asilo diplomático pode ser concedido por embaixadas, navios de guerra e aeronaves militares a indivíduos perseguidos por razões políticas. O asilo só deve ser concedido em situações urgentes e pelo tempo necessário para garantir a saída segura do asilado para outro país, com garantia de vida, liberdade e integridade pessoal. A convenção proíbe a concessão de asilo a pessoas processadas ou condenadas por crimes comuns ou desertores, salvo se a motivação tiver clara natureza política. Leia também:  , reportagem de Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky publicada na Edição 239 da Revista Oeste O post .