Anvisa exige retenção de receita para vender Ozempic e similares A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quarta-feira, 16, que as farmácias deverão reter a receita médica no momento da venda de medicamentos conhecidos como "canetas emagrecedoras", como os produtos Ozempic, Saxenda e Wegovy. Esses medicamentos, originalmente indicados para o tratamento do diabetes tipo 2, também têm sido amplamente utilizados com o objetivo de perda de peso. Com a nova determinação, além de apresentar a receita, o consumidor precisará deixá-la retida no estabelecimento no momento da compra. + Leia mais notícias de   em Oeste A medida foi aprovada por unanimidade durante uma reunião da diretoria colegiada da Anvisa. A agência justificou a decisão como uma forma de reforçar o controle sobre o uso desses fármacos e evitar o que chamou de “consumo irracional”, que pode colocar em risco a saúde coletiva. As novas regras exigem que a receita tenha validade de até 90 dias e seja emitida em duas vias. Além disso, as farmácias terão a obrigação de registrar as informações no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). Ozempic e semelhantes podem trazer efeitos adversos A decisão foi motivada pelo aumento de casos de efeitos adversos ligados ao uso indiscriminado desses medicamentos, especialmente por pessoas que os utilizam com fins estéticos e sem orientação médica adequada. A medida conta com o apoio de especialistas e entidades médicas. No final do ano passado, as Sociedades Brasileiras de Endocrinologia e Metabologia e de Diabetes divulgaram uma carta aberta em que defendiam a retenção da receita para o uso dos chamados — categoria que inclui essas canetas. As organizações alertam que o uso sem supervisão profissional pode resultar em diversos , como náuseas, inchaço abdominal, constipação ou diarreia. Também há riscos para a saúde mental, com possível agravamento de distúrbios psicológicos e alimentares. A determinação ainda não terá efeito imediato. Conforme informado pelo órgão, a nova medida passará a valer 60 dias depois de sua publicação oficial no Diário Oficial da União, o que está previsto para ocorrer nos próximos dias. Leia também:  , artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 121 da Revista Oeste O post .
Búlgaro, que Moraes se recusa a extraditar, traficou drogas, diz governo espanhol Vasil Georgiev Vasilev, o búlgaro que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) se recusa a extraditar para a Espanha, cometeu crimes por tráficos de drogas em Barcelona. A informação é do governo espanhol. A justiça brasileira prendeu Vasilev no dia 18 de fevereiro deste ano. Contudo, sua detenção se deu apenas em novembro de 2024. Em março de 2025, ele passou por interrogatório em Mato Grosso do Sul.   Alexandre de Moraes suspendeu na noite desta terça-feira, 15, o processo de extradição de Vasilev. A decisão ocorreu horas depois de a justiça espanhola negar o pedido de extradição do jornalista Oswaldo Eustáquio, feito pelo governo brasileiro. Para a Audiência Nacional da Espanha, uma das mais altas cortes do país, na solicitação brasileira. Moraes ‘alivia’ prisão de criminoso Na decisão de ontem, Moraes converteu a prisão preventiva de Vasilev em domiciliar. O búlgaro deverá fazer assim uso de tornozeleira eletrônica. Moraes argumenta principalmente que, ao negar a extradição de Eustáquio, os espanhóis desrespeitam o princípio da reciprocidade entre Brasil e Espanha. O acordo de extradição entre os países está em vigor desde 1990. Além disso, o magistrado determinou que o governo da Espanha, por meio de seu embaixador, apresente informações que comprovem os motivos pela rejeição da extradição do jornalista brasileiro. Eustáquio tem dois mandados de prisão preventiva no Brasil por determinação do STF por ameaça, corrupção de menores e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Fora do país há mais de dois anos, ele passou pelo Paraguai antes de chegar à Espanha. Leia mais notícias de na Oeste O post .
Zucco defende expulsão de deputado do PL que não votou pela urgência da anistia O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) defendeu a expulsão do colega Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), único membro do Partido Liberal a não votar pela urgência do projeto de anistia aos presos do 8 de janeiro, em entrevista ao Oeste sem Filtro desta quarta-feira, 16. Zucco classificou o comportamento do parlamentar como uma afronta à maioria do partido e afirmou que, “por mais experiência que ele tenha, ele não poderia ter se pronunciado contra 99 deputados”. Na avaliação do deputado gaúcho, agiu motivado por “fraqueza moral”. A declaração veio no contexto da articulação para avançar o projeto de lei que anistia os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, que já teria, segundo Zucco, apoio majoritário na Câmara. “Temos hoje a maioria dos deputados para aprovar a anistia”, revelou. O parlamentar rejeitou a tese de que o apoio à proposta seja uma afronta à legalidade. “A anistia é uma pauta de justiça", defendeu. "Há pessoas que não cometeram golpe nenhum, e na verdade muitas delas estão presas politicamente.” STF de olho na anistia Ao ser perguntado sobre uma possível reação do Supremo Tribunal Federal (STF), caso o projeto seja aprovado nas duas Casas do Congresso, Zucco demonstrou preocupação com o que chamou de “discrepância de valores”. Ao comparar os casos de presos do 8 de janeiro com figuras condenadas por corrupção, ele lembrou que o STF “muitas vezes libera líderes criminosos, arquiva processos, casos de corrupção" e citou a liberdade concedida aos políticos https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/540952/noticia.html?sequence=1&isAllowed=y , Antonio Palocci e José Dirceu, enquanto "Débora [dos Santos] está presa e condenada a 14 anos”. + Leia mais notícias de  em Oeste “No momento que tu tens essa disparidade, essa discrepância de valores, onde tu participou do evento, onde houve depredação e nós não escondemos isso, mas porque está de camisa verde e amarela é golpe, enquanto a mesma depredação do MST está de camisa vermelha é protesto", denunciou. Zucco também se disse ciente de possíveis manobras para barrar o projeto, mas garantiu que "não só temos votos hoje, como vai ainda aumentar o número se [a anistia] for pautada” pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta sob pressão Ele classificou como contraditória a postura de Motta de aguardar o posicionamento das lideranças partidárias. “Como é que ele vai perguntar para o líder, para o líder ficar contra a maioria do seu partido?", perguntou. "Não quero crer que ele vai colocar uma bancada contra uma liderança”, disse Zucco, que completou: “Se a palavra ainda vale, ele vai pautar a anistia e a gente vai poder passar essa responsabilidade para o plenário.” image O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que o 'Brasil precisa dessa pacificação' prevista na anistia | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Ele disse ainda que o Congresso acordou para a crise institucional. “Esse mesmo centrão, que é quem conduz, infelizmente, a política nacional, acordou", analisou. "Ele está vendo que em 2026 nós temos uma certeza: teremos um governo conservador de direita. Vocês podem ter certeza, o PT não volta mais, está desesperado, essa é a realidade.” Para Zucco, há um movimento maior em curso. “Nós queremos virar a página e pensar no Brasil, deixe nós pensarmos no Brasil", pediu. "Precisamos que esse governo realmente tenha um projeto de nação.” Leia também:  , artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 223 da Revista Oeste O post .
Série sobre Roberto Bolaños, o Chaves, ganha data de estreia no Max A série Chespirito: Sem querer querendo, que relata a trajetória do ator e autor mexicano Roberto Gómez Bolaños — conhecido pelo seriado Chaves —, vai ser lançada em 5 de junho, na plataforma . A produção promete explorar a vida de um dos maiores ícones da televisão latino-americana, onde mostrará sua ascensão e os desafios enfrentados ao longo do caminho. Os episódios, liberados semanalmente às quintas-feiras, permitem que o público acompanhe de forma gradual a jornada de Bolaños, desde seus primeiros passos na indústria televisiva até os anos de maior sucesso, entre as décadas de 1950 e 1980. + Leia mais notícias de em Oeste Composta por oito episódios, a série adota uma abordagem cronológica e emocional, mostrando como o ator de Chaves se destacou na indústria televisiva mexicana, muitas vezes à custa de renúncias pessoais significativas. O ator mexicano Pablo Cruz interpreta Bolaños e traz à vida seus personagens icônicos, como Chaves, Chapolin Colorado e Doutor Chapatin. Seu desempenho visa a oferecer uma nova perspectiva sobre a figura que marcou gerações. Elenco da série biográfica do autor de Chaves No elenco, Paulina Dávila assume o papel de Graciela Fernández, companheira de longa data de Bolaños. Bárbara López e Juan Lecanda interpretam Dona Florinda e Quico, respectivamente. Miguel Islas e Paola Montes de Oca dão vida a Seu Madruga e Chiquinha. Arturo Barba encarna o Professor Girafales, enquanto Andrea Noli interpreta a Bruxa do 71. Eugenio Bartilotti assume os papéis do Senhor Barriga e Nhonho. As versões jovens de Bolaños e Graciela são interpretadas por Iván Aragón e Macarena García, que mostram a fase inicial da carreira do artista e suas dificuldades. O teaser, lançado nesta quarta-feira, 16, revela o clima nostálgico e dramático da série, com o objetivo de cativar tanto antigos fãs dos personagens quanto um novo público interessado na vida do criador. Com um tom íntimo e emocional, a produção busca envolver o espectador em uma narrativa profunda e humanizada, celebrando o talento de Bolaños enquanto revela os desafios e as pressões da fama, além dos conflitos nos bastidores. A série oferece um retrato mais humano do homem por trás dos icônicos personagens, ao mesmo tempo em que desperta emoções e reflexões sobre sua vida e obra. O post .
A relação do mercado de suplementos com o agro O mercado de suplementos cresceu nos últimos anos, principalmente depois da pandemia da , o que fez com que os hábitos de consumo aumentasse consideravelmente. Suplementos alimentares trazem diversos benefícios. Contudo, é necessário o acompanhamento de um nutricionista. Além disso, é preciso ter cuidado reforçado para não cair em golpes com marcas que falsificam ou adulteram os produtos. Mercado de suplementos em destaque Em A Força do Agro desta quarta-feira,16, o espectador vai descobrir como o mercado de suplementos enfrentou os desafios e, assim, continuou a crescer. A Força do Agro Com uma crescente necessidade de práticas mais sustentáveis, o busca inovar constantemente para aprimorar a produtividade e minimizar impactos ambientais. Em A Força do Agro são apresentados os principais tópicos que fazem o agro ser tão especial. De segunda a sexta-feira, o programa leva informação e conhecimento ao internauta e tem o papel de conectar o campo à cidade, mas de uma maneira leve e descontraída. Serviço A Força do AgroDe segunda a sexta-feiraÀs 19h50min, depois do Oeste Sem Filtro, também na playlist exclusiva no YouTubehttps://www.youtube.com/@UmbrellaMidia O post .
Receita Federal apreende mais de 300 canetas de Mounjaro no Aeroporto de Fortaleza A <a href="http://revistaoeste.com/tag/receita-federal" rel="nofollow">Receita Federal</a> apreendeu 357 unidades de medicamentos para emagrecimento no Aeroporto de Fortaleza. Do total, 337 unidades eram de Mounjaro. A operação ocorreu na última quinta-feira, 10, depois de dois passageiros desembarcarem em voos internacionais distintos, transportando os medicamentos irregularmente. Um dos passageiros, um homem, foi flagrado com 60 canetas de Mounjaro escondidas em suas vestimentas. Outra passageira teve a bagagem revistada, o que resultou na descoberta de 277 canetas de Mounjaro e 20 unidades de retatrutida. Esta última substância é conhecida por ativar peptídeos intestinais, o que pode levar à redução da massa corporal e perda de peso. + Leia mais notícias do <a href="http://revistaoeste.com/brasil" rel="nofollow">Brasil</a> em Oeste O Mounjaro, desenvolvido para tratar o diabetes tipo 2, também demonstrou eficácia na redução de peso em ensaios clínicos, competindo com o Ozempic. A farmacêutica Eli Lilly informou que o Mounjaro estará disponível para venda no Brasil a partir de 7 de junho. Até 2024, o custo de importação do medicamento excedia R$ 5 mil por tubo. Anvisa libera Mounjaro A Anvisa aprovou o medicamento para uso combinado com dieta e exercícios, com o objetivo de melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes tipo 2. Contudo, a regulamentação permite a importação apenas por pessoas físicas, mediante receita médica. A importação por empresas e a venda no mercado brasileiro permanecem proibidas. Em janeiro, a Receita Federal já havia apreendido 176 canetas de Mounjaro no . Elas estavam escondidas em materiais de pesca e foram transportadas por um passageiro vindo de Miami. Em março, cem canetas foram confiscadas de um passageiro que chegou de Paris a Vitória da Conquista, na Bahia. Leia também: , reportagem de Amanda Sampaio publicada na Edição 251 da Revista Oeste O post .
Temer diz que Moraes vai cumprir ‘papel de pacificação’ na redução de penas no 8/1 Responsável pela indicação do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017, o ex-presidente .  O ex-presidente, contudo, observou que a melhor saída para o processo seria o próprio STF reduzir as penas dos condenados. “O Congresso tem o direito de editar uma lei referente à anistia, não se pode negar isso, mas talvez para não criar nenhum mal-estar com o STF, o melhor seria que o próprio STF fizesse uma nova dosagem das penas”. Temer: “A pena deve ser de menor tamanho” “É possível fazer uma nova dosimetria. Punição houve, tinha de haver, mas também a pena deve ser de menor tamanho. É uma solução conciliatória. O que estou propondo é uma mediação, um meio termo”, afirmou o ex-presidente, que no final de semana declarou, em um evento nos Estados Unidos, que ministros do Supremo estão “sensibilizados”. Temer, porém, não disse a quem se referia e desconversou ao ser questionado se já falou do assunto com os ministros do STF. Afirmou apenas que tem ido a eventos internacionais em que os encontra e percebe que “se sensibilizam” com o pleito da revisão das penas. Para Temer, esse “ meio termo” não só seria a melhor solução, como seria viável. Na opinião dele, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos ligados aos protestos de 8 de janeiro, não seria inflexível. “Moraes é um ministro moderado, sensível e que sabe o que fazer. Não é um sujeito cheio de rancores”. Conforme O Globo, interlocutores do ex-presidente Jair Bolsonaro teriam a mesma avaliação. Essas pessoas, com trânsito no meio jurídico, já teriam feito a identificação dos magistrados mais flexíveis à proposta de reduzir as penas de investigados por envolvimento nos atos que resultaram na invasão e na depredação de algumas áreas na sede dos três poderes, em Brasília. Para esses interlocutores, essa alternativa serviria para aliviar a pressão do Parlamento e de setores da opinião pública sobre a Corte, além de distensionar a relação entre Legislativo e Judiciário. + Leia mais notícias de na Oeste O post .
Defesa de Braga Netto entra com recurso contra decisão do STF A defesa do general Walter Braga Netto foi a primeira a apresentar recurso, nesta terça-feira, 16, contra a decisão da Primeira Turma do https://portal.stf.jus.br/ (STF). Essa decisão tornou réus os envolvidos no que foi identificado como o “núcleo crucial” de um suposto plano de golpe. + Leia mais notícias de em Oeste Os advogados de defesa afirmam que as evidências apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, excedem os limites delineados pela denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o que colocaria a defesa em desvantagem. Entre as provas apresentadas pelo magistrado estão um vídeo da invasão das sedes dos Três poderes em 8 de janeiro. Defesa de Braga Netto pede retirada de provas A defesa insiste que "há que se respeitar estritamente os limites da acusação, senão a atuação jurisdicional deixa de ser equidistante e favorece a acusação". Os advogados pedem para que as referências aos atos de 8 de janeiro sejam removidas do acórdão. As evidências não constam na denúncia da PGR. Adicionalmente, os advogados alegam que a Primeira Turma do STF não considerou o argumento de que a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid deveria ser anulada por causa da interferência indevida de Moraes. Os defensores também ressaltam que não tiveram acesso a todas as provas coletadas pela Polícia Federal. Depois de receber a denúncia, a Primeira Turma do STF começou um processo criminal contra Braga Netto, o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras seis pessoas. O post .
‘Não vão ditar regras para mim’, diz deputado do PL que não votou a urgência da anistia O deputado federal Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP) se manifestou, nesta terça-feira, 15, sobre as críticas que recebeu por não assinar o requerimento de urgência para a votação da anistia aos presos do 8 de janeiro. Leia mais: “Não é os que chegaram agora que vão ditar regras para mim", disse Rodrigues. "Não vão ditar, não. Sou o PL de origem, o PL que construí e ajudei a fundar. Vocês estão enganados, mas muito enganados mesmo com o que ficam falando”. Nas redes sociais, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) rebateu as declarações de Rodrigues. “Prezado Antônio Carlos Rodrigues, relembro que, se não fossem os ‘novos do PL’, o senhor não seria deputado", publicou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, no X. "Siga esta coerência, vote pela anistia igual à esmagadora maioria dos deputados do PL e siga a orientação do líder.” Contra anistia, deputado tem boa relação com Moraes Rodrigues foi o .. , com quem mantém contato há três décadas, segundo a CNN. Moraes é o relator dos processos relacionados aos atos do 8 de janeiro. Durante o discurso na tribuna, Rodrigues argumentou que o texto da anistia, da forma como está, “pode gerar mais rupturas do que consenso”. Disse ainda que está no PL há mais de 25 anos e que sua trajetória política sempre foi pelo partido. + Leia mais notícias de em Oeste Antônio Carlos Rodrigues já foi suplente de Marta Suplicy no Senado e ministro dos Transportes no governo Dilma Rousseff (PT). O post .
Protecionismo só incomoda quando vem do vizinho Em reportagem publicada na da Revista Oeste, Adalberto Piotto fala do “tarifaço” dos EUA. Prometida por Donald Trump desde antes do começo do novo mandato, a política tarifária tem gerado críticas de países como o Brasil e integrantes da União Europeia.  No entanto, o protecionismo parece só incomodar quando é norte-americano. Em seu texto, Piotto enumera uma série de barreiras para acordos entre países da Ásia, Europa e América Latina devido a posturas protecionistas de seus respectivos governos. A diferença dos EUA para esses outros, diz o autor, é que Trump tem uma sólida estratégia.  Leia um trecho da reportagem sobre o protecionismo dos EUA "Retirando do debate a pretensiosa agenda globalista, moldada na Davos com culpa e ineficiente, que quer ditar o que cada um pode ou deve fazer, fiquemos com os limites da sobriedade e o compromisso com os fatos. Estes nos ajudam muito mais a compreender a gênese e os objetivos políticos da medida, as consequências econômicas pretendidas dentro dos EUA, os seus efeitos colaterais pelo mundo e a efetividade da resposta que países que se dizem prejudicados pretendem dar. Por ora, sejamos justos, Trump já lidera o mundo. Em política, não há vácuo de poder. Sempre é claro quem está à frente. E, se o presidente norte-americano vai continuar na liderança, se vai ganhar o jogo na medida que pretende, é algo que requer tempo. Mas uma ressalva: não se pode dizer que seu plano de reindustrializar os Estados Unidos e trazer de volta o comando do quartel-general do Ocidente para Washington seja um plano impensado ou que esteja sendo mal executado. A aplicação da política de reciprocidade tarifária, que surpreende pela ousadia, proporção e exposição do próprio presidente sentado à mesa de negociação, foi lançada logo no início do seu mandato. O solavanco possível e até provável de que a medida possa gerar inflação ao consumidor americano e até prejudicar a cadeia produtiva de fábricas dentro do país é, pelo menos no plano político, mitigado pela popularidade, o recall eleitoral e, sejamos justos, a ausência de pudores em Trump de recuar a qualquer momento se julgar necessário, como fez ao suspender por 90 dias as tarifas a quem não retaliou os Estados Unidos. É uma tática ousada de dar as cartas, como ele faz, porque entende o jogo como um perde e ganha, mas sempre entra para ganhar. Ou seja, há muito mais que tarifas na mesa. E o timing político está na mesma mão da dependência que a economia da maioria dos países tem da economia americana." A reportagem está disponível a todos os mais de 100 mil assinantes da Revista Oeste. image O tarifaço de Trump divide opiniões: para uns, ameaça o livre-comércio; para outros, restaura a primazia americana | Foto: Shutterstock Gostou? Dê uma olhada no conteúdo abaixo. Revista Oeste A Edição 263 da Revista Oeste vai além do texto de Adalberto Piotto. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de J. R. Guzzo, Silvio Navarro, Augusto Nunes, Alexandre Garcia, Guilherme Fiuza, Tiago Pavinatto, Cristyan Costa, Carlo Cauti, Yasmin Alencar, Mateus Conte, Ana Paula Henkel, Rodrigo Constantino, Dagomir Marquezi, Ubiratan Jorge Iorio, Roberto Motta, Rafael Fontana, Pete Suderman (da ) e Daniela Giorno. Startup de jornalismo on-line, a Revista Oeste está no ar desde março de 2020. Sem aceitar anúncios de órgãos públicos, o projeto é financiado diretamente por seus assinantes. Para fazer parte da comunidade que apoia a publicação digital que defende a liberdade e o liberalismo econômico, basta , escolher o plano e seguir os passos indicados. O post .