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Foi aprovado pela ONU o "Tratado Global de Cibercrime" O recentemente adotado tratado de cibercrime da ONU pode levar a uma vigilância digital invasiva e ameaçar a privacidade, alertam especialistas em direitos humanos. Após cinco anos de negociações, os países ainda não conseguiram chegar a um consenso aceitável, incapazes de concordar com uma redação que equilibre as salvaguardas dos direitos humanos com as preocupações de segurança. Uma das organizações não governamentais participantes das negociações, a Access Now, expressou suas preocupações. O tratado precisa abordar os "cibercrimes essenciais", aqueles crimes possíveis apenas por meio de um computador, como invadir sistemas de computador e minar a segurança de redes. No entanto, se o escopo do tratado for muito amplo, poderá incluir crimes políticos. Quando se trata da cooperação entre agências de aplicação da lei neste tratado, é necessário estabelecer fortes padrões de direitos humanos, pois isso gera confiança no processo. Além disso, um tratado amplo sem salvaguardas pode acabar sendo contestado não apenas por defensores dos direitos humanos e comunidades afetadas, mas também pelos próprios governos. Algumas das principais preocupações são que, devido ao ritmo acelerado dessas negociações, há um desejo de chegar a algum tipo de acordo, mesmo que a linguagem não seja boa e prejudique os direitos humanos. Às vezes, quando funcionários do Ministério da Justiça e promotores são colocados juntos em uma sala, eles tendem a concordar, pois todos querem o máximo de poderes possível com poucos salvaguardas. Embora os Estados queiram ver algum tipo de resultado, se o produto final não for bom o suficiente, eles podem não assiná-lo. De fato, uma declaração conjunta de sociedade civil, indústria e especialistas técnicos afirma que o texto atual deste tratado não é adequado para o propósito e os Estados não devem assiná-lo.
Os governos utilizam diversas técnicas de manipulação para controlar seus cidadãos, frequentemente com o objetivo de manter o poder e desviar a atenção das questões sociais e políticas mais relevantes. Abaixo estão algumas das principais técnicas identificadas: - Estratégia da Distração: Essa técnica consiste em desviar a atenção da população de questões críticas, como mudanças sociais e políticas, focando em assuntos triviais. Isso impede que as pessoas desenvolvam um pensamento crítico e se preocupem com problemas essenciais, mantendo-as ocupadas com questões do dia a dia - Problema-Reação-Solução: Nesta abordagem, cria-se um problema que provoca uma reação na população, levando-a a aceitar soluções que, de outra forma, não seriam aceitas. Essa técnica é eficaz para justificar medidas que podem restringir liberdades ou direitos - Manipulação Emocional: Os governos frequentemente apelam para as emoções em vez de promover a reflexão crítica. Isso faz com que os cidadãos sejam mais suscetíveis a influências e decisões baseadas em sentimentos, em vez de análises racionais - Desinformação e Propaganda: O uso de desinformação, especialmente através das redes sociais, tem se tornado comum. Governos e partidos políticos manipulam informações para moldar a opinião pública e desacreditar opositores. Isso inclui o uso de bots e contas falsas para amplificar mensagens e criar divisões - Controle da Internet: Muitos governos utilizam a internet para manipular o discurso político, seja por meio de censura, vigilância ou campanhas de desinformação. Isso é feito para controlar a narrativa pública e suprimir críticas - Polarização: A promoção da polarização entre diferentes grupos sociais é uma técnica utilizada para dividir a população e desviar a atenção de problemas comuns. Essa divisão facilita o controle, pois impede a formação de um consenso em torno de questões importantes Essas técnicas não são exclusivas de regimes autoritários; democracias também podem empregar métodos semelhantes para influenciar a opinião pública e manter o controle social. O entendimento dessas estratégias é crucial para que os cidadãos possam desenvolver um pensamento crítico e resistir a tentativas de manipulação.
"Quase todas as pessoas de todas as épocas são hipnóticas. Suas crenças são crenças induzidas. As autoridades competentes cuidaram para que a crença adequada fosse induzida, e as pessoas acreditaram corretamente."- Charles Roy Fort
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