O recente falecimento de Brigitte Bardot e como foi descrita a sua longa vida pela imprensa em Portugal, é apenas mais um exemplo explícito, como está enviesada à esquerda. Não vou comentar a parte artística, mas apenas o seu percurso no ativismo político.
Esse percurso pode ser caracterizado por 3 grandes fases, a primeira foi o feminismo, a liberdade das mulheres, depois passou dedicar-se à defesa da causa animal. Por fim, uma fase contra a imigração e a islamização da França, crítica às vacinas e à política sanitária durante a pandemia.
Uma parte da imprensa portuguesa ocultou propositadamente esta 3º fase, outra parte, endeusou as duas primeiras fases e diabolizou a 3º fase.
> «Ao longo das últimas décadas, Bardot adotou posições políticas radicais, incluindo o apoio à extrema-direita francesa, declarações contra a imigração e minorias e, mais recentemente, críticas às vacinas e à política sanitária durante a pandemia. Várias dessas posições valeram-lhe condenações judiciais por incitamento ao ódio racial.»
Não é algo recente, Barbot sempre teve políticas radicais, anti-sistema. Foi tão radical nos últimos anos, como foi, quando defendeu os direitos das mulheres nos anos 50/60. O problema não é o radicalismo da Barbot, mas sim a cegueira ideológica da imprensa e sua falta de isenção jornalística, que endeusa a sua fase do feminismo e dos animais, e depois tratou-a quase como senil, na 3º fase. Para a imprensa, quando és radical para a “esquerda”, é OK, mas sim és radical para “direito”, isso já não pode ser aceite, tem de ser impedido.
Mas o mais curioso, não foi a Brigitte Bardot que mudou de esquerda para a direita, ela sempre foi a mesma, uma lutadora pela liberdade, liberdade por usar bikini, como contra a obrigação das vacinas. O que realmente mudou foi a Janela de Overton, a sociedade é que mudou imenso nestes últimos 70 anos, passou de conservadora e extremamente progressista.
Tanto no movimento feminista, como da causa animal, onde Barbot foi pioneira, onde foi bastante ativa numa fase inicial, mas acabou por afastar-se devido à transformação dos próprios movimentos ao longo do tempo, tornar-se extremistas, perderam a sua essência original.
Bardot, sempre pensou com a sua cabeça, não segue movimentos.

Expresso
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