Faz cerca de um ano e meio que jogo Elden Ring. Muito lentamente, com muita intermitência, pois meu tempo é escasso. Mesmo assim passei de 170 horas jogadas.
Vou às cegas (só uma vez recorri a um site após ter passado dois meses sem jogar e não lembrar bem qual rumo deveria seguir), e para quem não é um dodging master a sensação de sentar a última cacetada naquele safado do Maliketh, que vinha me humilhando, é realmente de uma alegria pura e gratuita. Estou feliz; talvez até me arrisque a procurar Malenia.
Depois de passar 15 anos sem nem ouvir falar de games, Elden Ring representou para mim o retorno a um passatempo que foi constitutivo de minha infância, porém com outras motivações (foram leituras de teóricos de mídia, vejam só, que me despertaram o desejo), e a descoberta de que eu era capaz de perseverar num troço absurdamente difícil para quem sequer sabia o significado de “soulslike”.
(Aliás, em FLUSSER_project, iniciativa que lançarei no próximo ano, haverá uma seção dedicada a como interfaces de games alteraram nossas expectativas em matéria de estética e de percepção espacial. Visitem flusserproject dot com.)
