As editoras brasileiras, após adotarem uma política de preços elevados para conseguirem suportar os falsos descontos necessários à competição no comércio on-line, agora deram para utilizar o infame papel pólen natural. A Companhia das Letras tem cobrado 100, 120 reais em livros de 300 páginas impressos nesse primo pobre da família pólen soft, bold etc. Hoje descubro que a Ed. 34 também adotou a prática. Muitas outras já tinham feito o mesmo. Isso me forçará ainda mais a buscar livrarias físicas onde possa verificar o papel do tomo pelo qual pagarei meio tanque de gasolina. Buscar impressões de poucos anos atrás de livros agora reimpressos em papel pior também será necessário. Hoje mesmo experimentei isso: procurei numa livraria física a impressão de 2011 (pólen soft) de um livro ainda em catálogo que foi há pouco reimpresso em pólen natural. Sei, por contato pessoal com editores, que o aumento dos preços da Suzano só raramente justifica a preferência pelo pólen natural, ainda mais no caso de editoras grandes que todos os meses imprimem dezenas de milhares de exemplares e assim, com descontos nas gráficas, ganham uma margem generosa de lucro. É realmente uma sacanagem com o leitor.
Meu pandeirão de bumba-meu-boi. image
Estava ontem lendo mais ou menos distraído umas páginas do Padre Vieira, daquelas em que ele está full mode Homem Que Tudo Vê, quando de repente fui puxado de volta ao texto pelo comentário de que as sibilas, aquelas sacerdotisas semiinfernais gregas, eram sim dotadas do poder de profetizar, conforme é amplamente reconhecido pelos primeiros padres da Igreja. Uepa. Será que ainda há alguma profecia das sibilas a se realizar? Será que alguém está fadado a sacrificar um bode a Dioniso para dar um fim à Nova República?
Uma das coisas mais importantes da minha vida é o bumba-meu-boi (até que aceito o acordo ortográfico, mas me recuso a tirar esses hífens). Aqui em casa, minha esposa começou há dois anos a fazer estandartes para levarmos aos arraiais, em especial à Festa de São Pedro, no dia 29, para mim o centro das festividades no Maranhão. O primeiro bispo de Roma ilustrou o estandarte do ano passado. O deste ano é dedicado a Santo Antônio. Já foi benzido e está pronto para cruzar madrugadas em meio à pancada de matracas e pandeirões. Que o grande pregador de Lisboa nos proteja e não nos permita bater atravessado num compasso sequer. image
Espero que se divirtam com meu novo livro 🤙
Neal Davis tem um toque de gênio. O que ele diz aí sobre software e teologia é — como dizer, sei lá, ehhh — um troço iluminado. Se você não sabe o que é Urbit, faça uma rápida busca antes de assistir. (Aproveite para conhecer o trabalho do Justin Murphy. E, se você trabalha com algo relacionado à difusão de conteúdo na internet, baixe pra ontem seu e-book The Independent Scholar.)
Em que explico por que transitarmos no momento para um novo tipo de relacionamento com o saber e como meu projeto Convivium se insere nesse contexto. Relembro: se você quiser inscrever-se pagando em bitcoin (nesse caso optando por ter acesso aos 3 módulos), basta me mandar um e-mail: camoensiii57@protonmail.com