Durante a escuta de uma música, a dopamina aumenta a sensação de recompensa e excitação, enquanto endorfinas e serotonina elevam o humor e diminuem as inibições. Se a música evoca emoções intensas e a sensação de novidade, a oxitocina pode facilitar conexões emocionais momentâneas. Esse mix reduz o autocontrole, podendo desencadear impulsos, como o desejo de trair, mesmo que apenas temporariamente.
Os Reels (ou outros tipos de conteúdo em formato de vídeo curto) afetam principalmente áreas do cérebro associadas à motivação, recompensa e prazer, especialmente o sistema de dopamina. Aqui estão as principais áreas envolvidas:
1. Córtex pré-frontal: Envolvido na tomada de decisões, planejamento e controle de impulsos. Ele pode ser estimulado pela expectativa de prazer ao ver os Reels, ativando a busca por mais conteúdo.
2. Núcleo accumbens: Parte do sistema de recompensa, é ativado pela liberação de dopamina quando o cérebro antecipa ou experimenta prazer imediato, como ao consumir conteúdo interessante ou satisfatório.
3. Amígdala: Relacionada a emoções, pode ser ativada por estímulos emocionais presentes no conteúdo dos Reels, gerando respostas rápidas e emocionais.
Essas áreas se conectam ao sistema de dopamina, o que pode causar a sensação de prazer ao consumir esses vídeos, criando um ciclo de desejo de mais (como um vício em gratificação instantânea).
A composição física de uma pessoa pode influenciar sua preferência temporal. Por exemplo, fatores como níveis hormonais, genética e condições neurológicas podem afetar a forma como uma pessoa lida com gratificação imediata versus gratificação futura. Pessoas com desequilíbrios hormonais ou alterações neurológicas podem ter uma tendência maior a buscar prazer imediato, enquanto outros, com diferentes constituições biológicas, podem ser mais propensos a priorizar o futuro.
Além disso, neurotransmissores como a dopamina estão diretamente envolvidos na sensação de prazer e motivação, influenciando como o cérebro responde ao desejo imediato versus o planejamento de longo prazo. Uma pessoa com uma maior sensibilidade a esses neurotransmissores pode ser mais inclinada à gratificação instantânea, enquanto outras podem ter um maior controle sobre impulsos e preferir adiar a recompensa em prol de um objetivo mais distante. Assim, a biologia pode, de fato, moldar o comportamento em relação à preferência temporal.