Insight sobre a dinâmica:
1️⃣ O aporte institucional no Bitcoin sinaliza que os grandes querem ter exposição a um ativo escasso fora do controle de bancos centrais. Eles veem o BTC como seguro contra inflação ou crises.
2️⃣ Mas ao mesmo tempo, eles entram com as próprias regras: ETFs, custódia em corretoras centralizadas, uso de stablecoins sob controle de empresas reguladas. Isso tende a “financeirizar” o Bitcoin, aproximando-o do sistema tradicional.
3️⃣ Esse movimento fortalece as stablecoins privadas a curto prazo, pois são a principal forma de entrar/sair do mercado cripto sem usar diretamente fiat bancário.
4️⃣ Porém, em paralelo, governos avançam nos testes de CBDCs, que competirão diretamente com stablecoins privadas. As CBDCs podem, por imposição regulatória, substituir ou tornar ilegais as stablecoins privadas — principalmente se houver crises ou riscos sistêmicos.
5️⃣ Então, no médio/longo prazo, podemos ver um cercamento:
stablecoins privadas absorvidas ou banidas,
CBDCs como “único dólar digital legal”,
Bitcoin transformado em um ativo ultra-regulado para poucos, mas ainda disponível como reserva de valor (tipo “ouro digital”).




