A marxista com complexo freudiano contra a classe média, Marilena Chauí, deu uma entrevista para o jagunço midiático do governo, Leandro Demori, em que ela criticou, finalmente, o identitarismo. Foi em novembro de 2024, voltou a circular agora.
Não é uma opinião incomum entre marxistas, que se sentem marginalizados dentro da própria esquerda pelo stalinismo colorido. Porém, em mais de uma década acompanhando o assunto, não há nenhuma manifestação anterior de Chauí a respeito, quando o movimento identitário mais fazia estrago.
O Antonio Risério fez um comentário cirúrgico sobre esse tipo de manifestação tardia em vídeo publicado ontem:
“Estamos vendo agora com o anúncio do ocaso do identitarismo também no Brasil. E quanto mais [este] fascismo expuser sintomas de fraqueza, mais fácil bater. Dentro de pouco tempo, vamos ver um bom número de gente que, depois de se manter omissa nos últimos 10 ou 15 anos, sairá a público para chutar o cachorro morto. Ao mesmo tempo, é preciso compreender duas coisas: o medo político cultural e a questão da sobrevivência.”
