Aplaudir leis de “injúria” ou “discurso de ódio” que te favoreçam é passar o seguinte recado:
“Sim, eu sou frágil. Sou um alecrim dourado que vai murchar se você emitir certas palavrinhas feias contra mim. E vou usar o poder do Estado, que tira à força dinheiro de nós dois, para colocar os meus sentimentos subjetivos acima do seu direito de se expressar.”
Esse atestado de fragilidade e passivo-agressividade jamais sairia da boca de uma drag queen que enfrentou a polícia nos anos 1960 para ter um local para flertar e beber em Nova York, o bar Stonewall.
Não sairia da boca do abolicionista Frederick Douglass, que dedicava tempo das suas viagens de trem a brigar com quem quisesse impor a segregação LEGAL sobre ele.
Não sairia da boca da sufragista Millicent Fawcett, que ao argumentar pelo voto feminino chegou a cogitar a sério, para fins de argumentação, que mulheres pudessem ser menos inteligentes que homens.
O identitarismo que hoje impõe censura via tráfico de influência junto a juiz do STF não é um herdeiro do melhor do ativismo dos direitos civis.
O identitarismo é uma fraude que atrai gente de péssimos hábitos, inclusive narcisistas vulneráveis.
No meu 100º texto para o Portal Claudio Dantas, examino palpites científicos de juízes como o que condenou Nikolas Ferreira, além de Barroso e Moraes dando orelhada sobre a COVID-19.
Canetadas sobre as leis da natureza: juízes que palpitaram errado em ciência